Saída de Lewandowski acelera reforma ministerial de Lula

O ministro Ricardo Lewandowski durante sessão na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), para o julgamento de mais um pedido de liberdade para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende promover em 2026 ganhou força com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A mudança abriu uma nova rodada de articulações no Palácio do Planalto, que busca reorganizar a Esplanada dos Ministérios diante do cenário eleitoral, recompor alianças partidárias e fortalecer a coordenação política do governo em um ano decisivo. A escolha do novo ministro da Justiça ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o perfil desejado para a pasta. Nos bastidores do governo e do meio jurídico, ao menos seis nomes são citados como possíveis sucessores, reunindo desde quadros técnicos ligados à segurança pública até figuras políticas com trajetória consolidada no PT e trânsito junto ao Congresso. A avaliação envolve não apenas formação jurídica, mas também capacidade de articulação institucional. Entre os mais lembrados estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, visto como um nome técnico com conhecimento da estrutura federal de segurança, e o ex-ministro Tarso Genro, histórico dirigente petista e aliado de Lula. Também figuram nas discussões Marcos Aurélio de Carvalho, presidente do grupo Prerrogativas, Manoel Carlos de Almeida Neto, atual secretário-executivo do ministério, além de Vinícius de Carvalho, da Controladoria-Geral da União, e Wellington César Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras.

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