O cantor Oh Polêmico, conhecido por suas músicas de pagode, recentemente denunciou ter sido vítima de racismo enquanto acompanhava sua namorada, a influenciadora Giuliana Rizzuto, em um salão de beleza na cidade de Lauro de Freitas, localizada na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. O incidente ocorreu na última terça-feira (6) e causou revolta não só no artista, mas também nas funcionárias do estabelecimento e na própria namorada dele.
Segundo o relato de Oh Polêmico, uma cliente do salão fez comentários racistas direcionados a ele, enquanto sua namorada aguardava atendimento. Frases como “Não gosto de homem preto” e “Tenho nojo de homem preto” foram proferidas pela mulher, que ainda confessou ser racista. A namorada do cantor não hesitou em discutir com a cliente racista, enquanto Oh Polêmico optou por não entrar em confronto, a fim de evitar uma situação ainda mais tensa.
A situação ganhou repercussão e está sendo investigada pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), conforme divulgado pela Polícia Civil em nota oficial. A denúncia feita pelo cantor levanta uma vez mais a discussão sobre o racismo estrutural presente na sociedade brasileira e a necessidade de combate a tais atitudes discriminatórias.
O episódio de racismo vivenciado por Oh Polêmico no salão de beleza evidencia a persistência de preconceitos enraizados na sociedade, mesmo em um ambiente supostamente acolhedor. A atitude da cliente racista demonstra a urgência de medidas educativas e de conscientização para a promoção da igualdade racial e o respeito à diversidade.
Esse caso reforça a importância do diálogo e da denúncia de situações de discriminação racial, a fim de que sejam efetivamente combatidas e punidas de acordo com a legislação em vigor. É fundamental que casos como esse sejam amplamente divulgados e discutidos, para que a sociedade como um todo tome consciência da gravidade do racismo e se mobilize em prol de uma cultura de respeito e inclusão.
A história de Oh Polêmico serve como alerta e inspiração para que mais pessoas se posicionem contra o racismo em todas as suas formas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É preciso unir esforços em busca de um futuro onde a cor da pele não determine o tratamento e as oportunidades de cada indivíduo. A luta contra o racismo é responsabilidade de todos e deve ser encarada como uma prioridade em nosso país.




