Proteção animal: desafios e lacunas na legislação brasileira

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A questão do abandono de animais é um tema recorrente que reflete a negligência, maus-tratos e leis falhas presentes na sociedade. Segundo a presidente do Instituto Eliseu, Leila Abreu, esse cenário é resultado do descaso político e cultural que perpetuam o abandono desses animais. Em um recente episódio do podcast “Baixada em Pauta”, ela expôs os bastidores da proteção animal, destacando os desafios diários enfrentados por instituições que atuam nessa área.

Durante a entrevista conduzida pelo jornalista Matheus Müller, Leila Abreu abordou a falta de políticas públicas voltadas para o bem-estar animal e a necessidade de medidas efetivas por parte do poder público. Ela ressaltou a importância de enxergar além da superficialidade no cuidado com os animais abandonados, destacando que alimentar não é o suficiente para garantir saúde e segurança. Além disso, a presidente do Instituto Eliseu criticou a legislação brasileira considerada frágil diante dos casos de maus-tratos.

A questão da castração foi outro ponto levantado por Leila Abreu, que defendeu que essa prática deveria ser tratada como uma questão de saúde pública, visando evitar a proliferação de doenças, acidentes e disputas entre os animais. O episódio do podcast também destacou a fragilidade da legislação brasileira em relação aos casos de maus-tratos, destacando a impunidade que muitas vezes cerca essas situações.

O Instituto Eliseu, anteriormente conhecido como Viva Bicho, teve sua origem ligada a uma iniciativa da voluntária Marilucy Pereira. Com o crescimento do projeto, Leila Abreu assumiu a coordenação da entidade, que posteriormente homenageou um gato resgatado em estado crítico, dando origem ao nome Eliseu. Após a morte do animal, a ONG decidiu mudar seu nome para Instituto Eliseu, simbolizando resistência, esperança e o compromisso de não desistir dos animais em situações extremas.

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