ExxonMobil exige mudanças estruturais na Venezuela para considerar retorno ao país

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Após o sequestro de Maduro, a Gigante ExxonMobil está exigindo mudanças estruturais no setor petrolífero da Venezuela para considerar um retorno ao país. O presidente-executivo da Exxon, Darren Woods, defendeu a implementação de políticas neoliberais como pré-requisito para considerar investimentos na Venezuela, que atualmente ele considera “não investível”. Essas declarações foram feitas durante uma reunião na Casa Branca com Donald Trump, após a invasão dos EUA à Caracas e o sequestro de Maduro e sua esposa.

As negociações entre a estatal petrolífera venezuelana PDVSA e autoridades dos Estados Unidos para a venda de petróleo bruto venezuelano ainda estão em curso, com o primeiro carregamento de petróleo bruto venezuelano confiscado pelos EUA sendo enviado à Venezuela na sexta-feira, como parte das tratativas. No entanto, Darren Woods enfatizou que a situação atual da Venezuela exige reformas substanciais para tornar o país atraente para investimentos estrangeiros, incluindo a introdução de proteções duradouras aos investimentos e reformas na lei de hidrocarbonetos.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador da Venezuela, Samuel Reinaldo Moncada Acosta, acusou os Estados Unidos de ameaçar a Venezuela em benefício de grandes corporações petrolíferas como a ExxonMobil e a ConocoPhillips. Ele descreveu as ações dos EUA na Venezuela como motivadas por interesses corporativos e criticou a dependência dos Estados Unidos do petróleo. O ataque dos EUA à Venezuela resultou no sequestro de Maduro e sua esposa, e Trump declarou que seriam julgados por acusações de “narco-terrorismo”.

Diante desse cenário tenso, a ExxonMobil está avaliando a possibilidade de retornar à Venezuela, desde que as reformas necessárias sejam implementadas para garantir a segurança dos investimentos estrangeiros. Woods enfatizou a importância de uma abordagem técnica para avaliar a situação da indústria petrolífera venezuelana e dos ativos existentes, orientando que a presença da empresa no país exigiria mudanças significativas em relação ao passado. A situação política na Venezuela permanece instável, com a vice-presidente Delcy Rodríguez assumindo temporariamente as funções de chefe de Estado.

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