MPRJ solicita inclusão de ex-CEO da Hurb na lista vermelha da Interpol

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, recentemente, à Justiça a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha de procurados da Interpol e o bloqueio do seu passaporte. Mendes está foragido desde quarta-feira (7), após a Justiça decretar sua prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares. A TV Globo está em busca de contato com a defesa do ex-CEO, que destaca falhas no cumprimento do monitoramento.

A situação se agravou depois que Mendes foi flagrado tentando embarcar em um voo em Jericoacoara, no Ceará, utilizando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. Essas ações configuraram o descumprimento das medidas cautelares impostas quando obteve liberdade provisória em 2025. O juiz responsável pela decisão evidenciou a necessidade de retorno do acusado ao cárcere para preservar a ordem pública.

A defesa do ex-CEO alegou que Mendes não descumpriu as medidas cautelares impostas, pois viajou ao Ceará em conformidade com as exigências judiciais. No entanto, o juiz destacou que o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária apontou reiteradas violações do monitoramento. O MPRJ argumentou que o empresário desrespeitou as determinações judiciais, como ausência de apresentação de relatórios médicos desde setembro.

Após nova prisão de Mendes no Aeroporto Regional de Jericoacoara por uso de documento falso e tornozeleira descarregada, a defesa alegou acordo com o Ministério Público e o juiz em benefício da saúde plena do empresário. Contudo, o histórico de medidas cautelares não foi favorável a sua liberdade, uma vez que em 2025, ele foi preso por furtos e posteriormente recebeu liberdade condicional com restrições.

O magistrado ressaltou que o uso de documento falso e o descumprimento das medidas cautelares representam um risco à ordem pública, motivando a decretação de sua nova prisão preventiva. Em audiência de custódia, Mendes obteve liberdade provisória baseada em acordo com o Ministério Público e acompanhamento médico. A investigação sobre o paradeiro atual do empresário está em curso com comunicação às forças policiais sobre o mandado de prisão em andamento.

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