Os governadores gestores ou eventuais outsiders técnicos podem se destacar, mas a entrada de um Bolsonaro na corrida presidencial desloca o centro de gravidade da eleição. O pleito deixa de ser sobre Lula e passa a ser um referendo sobre o clã. A direita tenta se diferenciar, mas enfrenta o medo de desagradar o eleitor bolsonarista-raiz. O dilema surge da necessidade de disputar espaço com um movimento baseado na lealdade emocional. Muitos setores da direita dependem da bênção de Bolsonaro, que atualmente está com seu filho primogênito, Flávio. Flávio Bolsonaro ingressou na corrida eleitoral em uma tentativa de pressionar o centrão para aprovar uma anistia ao pai, mas as pesquisas indicam que ele é competitivo. No entanto, o sobrenome Bolsonaro enfrenta uma enorme rejeição, ainda mais alta que a de Lula. Isso levanta a possibilidade de sacrificar a chance real de retorno da direita ao poder em prol do controle sobre ela.




