Uma das acusações contra Maduro era piada pronta

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Entre as acusações dos EUA contra Nicolás Maduro estava a de liderar o Cartel de los Soles no tráfico de drogas e no terrorismo. A denúncia foi apresentada pelo Departamento de Justiça em 2020 e reiterada em 2025. O Cartel de los Soles nunca traficou drogas nem praticou atentados. Na verdade, nunca foi um cartel. Tratava-se de uma criação de jornalistas para designar o coração do chavismo. A atribuição de traficâncias e atentados ao Cartel de los Soles era algo como associar a Banda de Música da União Democrática Nacional, a velha UDN, a atividades culturais, como concertos. A Banda de Música da UDN foi uma criação da imprensa na segunda metade do século passado para designar um grupo de parlamentares aguerridos que faziam oposição aos governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Depois do sequestro de Maduro, o governo americano reescreveu a acusação, definindo o cartel como um grupo corrupto e clientelista do chavismo. Apesar disso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a repisar a acusação no último dia 4. Trapalhadas desse tipo dificilmente alterarão o julgamento de Maduro nos Estados Unidos. Ele será condenado, ponto. Tigre de papel. O comportamento dos hierarcas da ditadura venezuelana depois do sequestro de Nicolás Maduro mostrou que o chavismo era um tigre de papel. Numa linguagem mais clara, um tigre atrás de boquinhas.

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