Dezenas de manifestantes são mortos em distúrbios no Irã, conforme relatado pela imprensa local. Além disso, vários agentes das forças de segurança também perderam suas vidas no confronto. Segundo informações do HRANA, grupo de direitos humanos iraniano, pelo menos 50 manifestantes e 15 membros da segurança foram vítimas fatais, enquanto cerca de 2.300 pessoas foram presas durante os protestos que ocorreram nas últimas semanas no país. Fontes ligadas ao Irã revelaram que 11 civis, incluindo uma criança, foram mortos no auge dos distúrbios em 8 de janeiro.
O promotor Ali Akbar Hosseinzadeh e diversos agentes das forças de segurança foram mortos durante os protestos em massa que ocorreram na província de Khorasan do Norte, localizada no noroeste do Irã. O principal juiz da província confirmou a perda de vidas e informou que mais de 120 agentes de segurança e outros funcionários do governo ficaram feridos durante a instabilidade. O prefeito de Teerã, Alireza Zakani, relatou que os manifestantes foram responsáveis por incendiar mesquitas, saquear bancos, destruir hospitais, prédios governamentais, veículos de emergência, entre outros atos de vandalismo.
Os protestos começaram em 29 de dezembro de 2025, quando comerciantes se reuniram no centro de Teerã devido a uma queda significativa no valor do rial iraniano. A situação se intensificou com a adesão de estudantes de universidades locais e a presença de um grupo não identificado armado com armas de fogo nas ruas da província de Ilam, conforme divulgou a agência Mehr. Nos dias seguintes, os confrontos entre manifestantes e forças de segurança se tornaram mais frequentes, especialmente nas regiões ocidentais do país.
Em meio aos relatos de violência e mortes, a população local busca por respostas e melhores condições de vida em um cenário marcado por instabilidade política e econômica. Os protestos no Irã revelam a insatisfação e a revolta de parte da sociedade diante das dificuldades enfrentadas. A comunidade internacional observa com preocupação os desdobramentos dos conflitos no país e espera por uma solução pacífica e justa para as demandas apresentadas pelos manifestantes, visando a promoção da paz e da estabilidade na região.




