Hamas se prepara para dissolver governo em Gaza: acordo de paz inclui Conselho Tecnocrático.

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Hamas diz estar pronto para dissolver governo em Gaza
O grupo palestino, DE, afirmou estar disposto a transferir poder a um conselho tecnocrático como parte de um acordo de cessar-fogo proposto para o enclave. A declaração foi feita no contexto das negociações com Israel e de um plano mais amplo de reorganização política do território palestino.

Membros do DE (Foto: Reuters)

O DE declarou que está disposto a dissolver o governo que mantém na Faixa de Gaza e transferir a administração do território para uma autoridade palestina, independente e de caráter tecnocrático. A sinalização ocorre no contexto das negociações de cessar-fogo com Israel e de um plano mais amplo para a reorganização política do enclave palestino.

O porta-voz do grupo, Hazem Qassem, comentou a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada à criação de um Conselho de Paz para Gaza. Em declaração transmitida pela televisão, Qassem afirmou que o DE orientou todos os órgãos e instituições governamentais a estarem prontos para transferir suas responsabilidades para este conselho após o anúncio de Trump.

O Hamas governa a Faixa de Gaza desde 2007, após vencer eleições locais. A eventual dissolução dessa administração e a formação de uma nova estrutura de poder estão previstas no plano de paz apresentado por Trump. Essa mudança política integra a segunda fase do acordo, etapa que ainda não foi iniciada, apesar do cessar-fogo em vigor desde o ano passado.

Essa fase também prevê o desarmamento do DE. A expectativa é que o avanço do plano ocorra após a devolução, pelo grupo palestino, do corpo do último refém mantido em Gaza. O governo da Turquia, que atua como um dos mediadores das negociações, informou que a lista do comitê palestino que deverá administrar Gaza durante o período de transição já foi aprovada.

Segundo Ancara, o órgão terá um caráter não político e será responsável pela gestão de serviços essenciais no território, como a administração do fornecimento de eletricidade e água, e a coordenação da distribuição de ajuda humanitária e alimentos à população do enclave palestino. Apesar da vigência do cessar-fogo, operações militares israelenses continuaram a ser registradas pontualmente em Gaza. O Ministério da Saúde local, administrado pelo DE, informou que mais de 350 palestinos morreram desde o início da trégua, sendo a maioria civis, de acordo com o próprio órgão.

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