A campanha de vacinação contra o sarampo teve início em São Paulo nesta segunda-feira, com um enfoque nas áreas de grande circulação de pessoas. Na segunda fase, a atenção será direcionada para profissionais que atuam no setor de turismo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a campanha também será realizada em outros estados, integrada à vacinação contra a febre amarela, porém, com um destaque especial para a capital paulista.
Segundo o ministro, a cidade de São Paulo recebe muitos turistas internacionais, sendo um dos principais polos de importação do sarampo, principalmente devido à alta incidência de casos na América do Norte no ano passado. No estado, foram registrados dois casos importados da doença: um em abril e outro em dezembro do ano passado, sendo este último em um paciente de 27 anos não vacinado, que esteve nos Estados Unidos, país com elevado número de casos em 2025.
O cronograma da campanha inclui duas fases distintas: a primeira, que vai de 12 a 16 de janeiro, é aberta ao público em geral e voltada para pessoas entre 12 meses e 59 anos que não possuem comprovação de vacinação contra o sarampo. Locais de grande movimentação como terminais de ônibus, estações de metrô, shoppings e escolas serão contemplados. Já na segunda fase, de 19 a 23 de janeiro, a campanha será direcionada especificamente para grupos de maior contato com turistas, como taxistas e profissionais de hotéis.
No dia 24 de janeiro, será realizado o Dia D de vacinação, aberto a todo o público-alvo. Além da vacinação contra o sarampo, a campanha também abrangerá a vacinação contra a febre amarela. O estado de São Paulo confirmou 57 casos da doença em 2025, com uma taxa de letalidade de 59,6%. A recomendação é para a vacinação de pessoas entre 9 meses e 59 anos que não tenham recebido ao menos uma dose da vacina, com as doses sendo aplicadas nos mesmos locais da vacinação contra o sarampo.
O Ministério da Saúde prevê a distribuição de 4.820.000 doses da vacina contra o sarampo e 5.700.000 doses da vacina contra a febre amarela no estado. Dados preliminares indicam que, desde 2025, a capital paulista registrou a aplicação de 439.500 doses da vacina contra o sarampo e 416.500 doses da vacina contra a febre amarela. Já no estado de São Paulo, foram aplicadas 1.500.000 doses da vacina contra o sarampo e 1.700.000 doses da vacina contra a febre amarela desde o mesmo ano.
Apesar dos riscos de importação, o Brasil mantém o certificado de eliminação do sarampo. O país obteve tal certificação em 2012, perdeu em 2020 e recuperou em 2024 após a retomada do programa de vacinação a partir de 2023. Em 2025, foram registrados 38 casos importados da doença. Além da vacinação, o Ministério da Saúde adota medidas complementares como alertas em fronteiras e aeroportos, capacitação de profissionais de saúde e vigilância do Sistema Único de Saúde para evitar a propagação de casos importados. A campanha ocorrerá também em outros estados do Brasil, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná.




