DEintensifica ofensiva contra presidente do Federal Reserve, reacendendo debate sobre independência monetária nos EUA

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O DEintensificou sua ofensiva contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, reacendendo um debate sobre a independência monetária nos Estados Unidos. A ameaça de acusação criminal contra o chefe do banco central foi o ponto culminante desse embate, que está impactando diferentes setores da sociedade.

De acordo com informações da agência Reuters, o governo está utilizando instrumentos legais para pressionar o Fed, o que foi interpretado por Powell como uma interferência inapropriada nas decisões sobre taxas de juros. O presidente do banco central argumenta que a ação do governo tem como motivação promover cortes agressivos nos custos de crédito, indo contra a avaliação técnica da instituição.

A tensão entre Trump e Powell se agravou após o presidente do Fed revelar que o Departamento de Justiça emitiu intimações judiciais relacionadas a declarações feitas por ele no Congresso. Powell considera que essas intimações têm o propósito de ampliar a pressão política sobre o Federal Reserve, que define as taxas de juros com base no interesse público e não nas preferências presidenciais.

O senador republicano Thom Tillis, membro do Comitê Bancário do Senado, expressou preocupação com a independência e a credibilidade do Departamento de Justiça diante da ameaça de indiciamento de Powell. Ele afirmou que se oporá a futuras indicações de Trump para o Fed até que a questão seja esclarecida, gerando incertezas nos mercados financeiros.

A repercussão desse embate chegou aos investidores, que demonstraram cautela diante da instabilidade. Os contratos futuros dos principais índices de ações dos EUA recuaram, o dólar perdeu força e os rendimentos dos títulos do Tesouro permaneceram estáveis. Analistas destacam que a autonomia dos bancos centrais, um pilar da política econômica moderna, está ameaçada com essa disputa.

Karl Schamotta, estrategista-chefe de mercado da Corpay, em Toronto, pontua que as revelações recentes representam uma escalada dramática nos esforços do governo para minar o Fed, o que pode gerar consequências contraproducentes em relação aos objetivos declarados por Trump. O embate levanta questões sobre os limites da interferência política na política monetária dos EUA.

Apesar de nomeado por Trump em 2018, Powell tem mandato como presidente do Fed até maio e não é obrigado a deixar o cargo. A atual ofensiva contra ele, paradoxalmente, pode fortalecer sua permanência ao ampliar o debate público sobre a interferência política nas decisões do Federal Reserve. O desfecho desse embate segue sendo observado com atenção por diversos setores da sociedade.

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