Trânsito na Serra da Esperança é totalmente liberado cinco dias após desmoronamento de pedras, no Parará
Situação na BR-277 aconteceu na noite de quarta-feira (7) e, desde então, trecho estava com uma pista interditada. Liberação foi feita na manhã desta segunda (12).
Desmoronamento de pedras provoca bloqueio na Serra da Esperança, no Paraná.
O trânsito na Serra da Esperança, trecho da BR-277 que fica em Guarapuava, na região central do Paraná, foi totalmente liberado na manhã desta segunda-feira (12) após análises técnicas da EPR Iguaçu, concessionária responsável pela serra.
O trecho estava com uma pista interditada e um desvio desde a noite de quarta-feira (7), quando um desmoronamento de pedras foi registrado no local.
O de questionou a EPR Iguaçu sobre o que levou à liberação do trânsito e se há obras previstas para o trecho, e aguarda resposta.
A situação aconteceu no km 312 da rodovia, que é uma das principais rotas logísticas do Paraná por cortar o estado de leste a oeste.
A PRF explica que, ainda durante a madrugada de quinta, equipes técnicas da EPR Iguaçu avaliaram as condições do solo, das rochas e dos fatores climáticos, concluindo que havia condições seguras para a manutenção do fluxo de veículos. “A Polícia Rodoviária Federal acompanhou as análises e concordou com a liberação da via, adotando como medida preventiva a liberação em pista simples, devidamente sinalizada com cones, com o isolamento de uma faixa no sentido decrescente”, apontou a corporação.
Na manhã de sexta (9), um geólogo da concessionária fez uma análise técnica no local e constatou que a serra encontra-se estável. Ainda assim, de forma preventiva, a empresa decidiu manter a interdição parcial da rodovia, com tráfego em pista simples, pelo menos até esta segunda-feira (12), em razão das chuvas do final de semana.
A Serra da Esperança já registrou outros desmoronamentos de terra e de pedras anteriormente.
Um dos mais graves aconteceu em dezembro de 2024, quando o trecho ficou totalmente bloqueado por cinco dias. Na época, a estrada ainda não estava sob concessão da EPR Iguaçu, e era administrada pelo governo. A estimativa é que os cinco dias de bloqueio tenham causado pelo menos R$ 1 milhão de prejuízo ao estado, de acordo com estimativas da Federação das Indústrias (Fiep) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas (Fetranspar) do Paraná. O fato também escancarou os problemas históricos de logística e estrutura que permeiam a região da serra.




