Após as vitórias no Globo de Ouro, o diretor e roteirista de ‘O Agente Secreto’, Kleber Mendonça Filho, enalteceu a importância da memória resgatada pelo filme. Em coletiva de imprensa, criticou a falta de liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando sua prisão de ‘irresponsável’. Destacou ainda a relevância do cinema como forma de expressão e incentivou jovens cineastas americanos a se manifestarem sobre a situação do país.
O filme é um thriller ambientado no Recife de 1977, durante a Ditadura Militar, abordando a corrupção e a opressão do regime. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe pós-eleição. Lula da Silva elogiou o longa por retratar a resistência brasileira.
‘O Agente Secreto’ ganhou como ‘Melhor Filme de Língua Não Inglesa’, 27 anos após a última vitória do Brasil na categoria. Wagner Moura, protagonista do filme, levou o prêmio de ‘Melhor Ator de Drama’. A produção avançou rumo ao Oscar 2026 como finalista entre os 15 melhores filmes internacionais.
A lista de indicados inclui produções de diversos países, evidenciando a diversidade e qualidade cinematográfica. A obra de Kleber Mendonça Filho destaca-se pela importância histórica e política, sendo reconhecida internacionalmente.
O sucesso do filme reforça a relevância do cinema brasileiro no cenário mundial, promovendo a reflexão e o debate sobre questões sociais e políticas. A crítica de Mendonça Filho à prisão de Bolsonaro ressalta a postura engajada do diretor na denúncia de injustiças e na defesa da liberdade de expressão.
A premiação no Globo de Ouro consolida ‘O Agente Secreto’ como uma obra marcante e necessária, que reverbera a resistência e a memória de um período delicado da história do Brasil. A presença do filme entre os finalistas do Oscar representa um reconhecimento da qualidade e relevância artística da produção nacional.




