Desmatamento no Amazonas cai em 2025: menor número de alertas em 8 anos

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O Amazonas encerrou o ano de 2025 com uma notícia positiva: o menor número de alertas de desmatamento em oito anos. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 2.798 alertas, o menor índice desde 2017. Essa marca representa uma diminuição de 28% em relação ao ano anterior, que contou com 3.897 alertas.

Entre os municípios amazonenses, Apuí liderou o ranking de alertas de desmatamento em 2025, totalizando 543 registros. Na sequência, aparecem Lábrea, com 334 alertas, e Boca do Acre, com 232. Em termos de área desmatada, Apuí também se destaca, ocupando o primeiro lugar com 18,5 mil hectares. Lábrea registrou 12,2 mil hectares desmatados, seguido por Novo Aripuanã, com 6,4 mil hectares.

No cenário geral, a área desmatada no Amazonas em 2025 totalizou 72 mil hectares, contra 79 mil no ano anterior, representando uma redução de 9,4%. Esse é o menor índice desde 2018 e confirma a tendência de queda observada no estado desde 2023. O monitoramento desses dados é realizado diariamente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), os quais utilizam as informações para orientar ações de combate e estabelecer políticas ambientais.

Em relação às sanções aplicadas, o Ipaam cobrou um total de R$ 271,9 milhões em multas ambientais em 2025, sendo R$ 179,3 milhões referentes a desmatamento ilegal. No ano anterior, o valor foi menor, atingindo R$ 194 milhões, com R$ 106 milhões ligados ao desmatamento. É importante ressaltar que os valores das multas não representam necessariamente uma arrecadação imediata, uma vez que muitos processos ainda estão em fase de defesa ou recurso. A finalidade do dinheiro arrecadado é destinada ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), administrado pela Sema, para financiar projetos de preservação ambiental no Amazonas.

Por fim, é fundamental destacar a importância das ações de monitoramento e fiscalização para combater o desmatamento ilegal na região e garantir a conservação da Amazônia. A redução no número de alertas e na área desmatada em 2025 reflete o esforço conjunto de entidades e instituições em proteger um dos biomas mais ricos e essenciais do planeta. A conscientização e a implementação de políticas eficazes são fundamentais para preservar a biodiversidade e os recursos naturais da Amazônia para as gerações futuras.

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