No último domingo (11), promotores do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pediram exoneração coletiva do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura dos investigados presos na Operação Tântalo II, que investiga desvio de R$ 56 milhões em Turilândia. A Justiça do Maranhão manteve presos 21 investigados por corrupção na mesma operação.
Após o pedido de exoneração, o órgão ministerial divulgou um comunicado afirmando que todas as decisões e pedidos feitos durante a Operação Tântalo II respeitam os limites da lei. Além disso, um novo coordenador assumirá o Gaeco. O procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito foi nomeado para o cargo.
O Ministério Público destacou a importância de medidas cautelares consideradas suficientes e proporcionais ao caso, evitando a aplicação de medidas mais graves, como a prisão, apenas quando estritamente necessárias. A Justiça do Maranhão, contudo, decidiu manter as prisões dos investigados, mantendo afastados de suas funções públicas.
A operação do Gaeco obteve resultados relevantes, reunindo provas importantes e adotando ações para proteger o andamento do processo e evitar interferências. A investigação resultou na prisão de gestores, empresários, servidores municipais e vereadores de Turilândia, suspeitos de desviar verbas públicas em um esquema de corrupção.
A gravidade dos fatos apurados levou o Ministério Público a pedir intervenção no município de Turilândia para garantir o respeito aos princípios constitucionais, preservar a normalidade institucional e garantir o funcionamento da administração pública. O MP enfatizou que todas as medidas adotadas seguiram a Constituição Federal e a legislação vigente, visando assegurar a legalidade das investigações e a defesa do interesse público.
O MP-MA emitiu parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, mas a Justiça do Maranhão decidiu manter a prisão da maioria deles. A desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJ-MA, destacou a necessidade de manter as prisões preventivas e outras medidas cautelares para evitar novas irregularidades.
A investigação apontou um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito e seus aliados, com atuação hierarquizada entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários. O MP ressaltou a importância de medidas rigorosas para combater a corrupção e garantir a transparência na gestão pública.




