Greve histórica de enfermeiros em Nova York tem apoio do prefeito e impacta serviços de saúde da cidade

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Greve histórica de enfermeiros em Nova York conta com apoio do prefeito

A cidade de Nova York foi palco de uma greve histórica de enfermeiros na última segunda-feira (12), que reuniu aproximadamente 15 mil profissionais de três grandes grupos hospitalares privados. A paralisação, considerada a maior da história da cidade, teve início após meses de negociações fracassadas para renovar os contratos coletivos, resultando em um impasse. A Associação de Enfermeiras do Estado de Nova York (NYSNA) foi a responsável por dar início à greve, de acordo com informações do jornal O Globo.

A magnitude do movimento levou as autoridades locais a decretarem estado de emergência diante do impacto significativo nos serviços de saúde da região. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou apoio aos enfermeiros em greve, destacando a importância da categoria e sua atuação fundamental, especialmente durante momentos críticos como a crise sanitária recente e o 11 de setembro.

A mobilização dos enfermeiros teve como objetivo reivindicar melhores salários, condições de trabalho mais adequadas e medidas relacionadas à segurança de pacientes e profissionais. As linhas de piquete foram montadas em diversas unidades hospitalares privadas, incluindo os centros do New York-Presbyterian, do Montefiore Bronx e do Mount Sinai. Segundo a NYSNA, a dimensão da mobilização demonstra a força da categoria e sua determinação.

A presidente da associação, Nancy Hagans, criticou a postura das administrações hospitalares, alegando que priorizam o lucro em detrimento da segurança no atendimento ao paciente e forçam os enfermeiros a entrar em greve. Ela ressaltou que a recusa em abordar questões importantes, como a segurança dos pacientes e dos próprios enfermeiros, é inaceitável.

Diante da greve em curso, o prefeito Zohran Mamdani fez um apelo para que as partes envolvidas retornem à mesa de negociações e busquem resolver as questões pendentes de forma colaborativa e transparente. Enquanto isso, os grupos hospitalares anunciaram medidas emergenciais, como transferências e altas de pacientes, cancelamento de cirurgias e contratação de profissionais temporários, com o objetivo de minimizar o impacto da paralisação nos serviços de saúde da cidade.

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