Falha em alarme dificultou combate a incêndio no Shopping Tijuca, dizem bombeiros civis
Segundo empresa da brigada de incêndio, quando a brigada de incêndio chegou, não era mais possível combater o fogo com os extintores.
Representante da empresa de brigada que atua no Shopping Tijuca vai depor à polícia nesta segunda [https://s02.video.glbimg.com/x240/14246337.jpg]
Representante da empresa de brigada que atua no Shopping Tijuca vai depor à polícia nesta segunda
Bombeiros civis da brigada de incêndio do Shopping Tijuca afirmaram que houve uma dificuldade maior de combate ao incêndio no centro comercial no dia 2 [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/02/lojas-sao-fechadas-e-clientes-retirados-do-shopping-tijuca-apos-alerta-de-incendio.ghtml] devido a uma falha no acionamento do mecanismo de detecção de fumaça da loja. Dois brigadistas morreram no combate ao fogo.
“No dia em que ocorreu o incêndio, não funcionou o equipamento de alarme da loja, que se comunica com a área de segurança do shopping. A CM Couto foi acionada para tentar combater o incêndio e infelizmente uma honrada bombeira civil faleceu”, pontuou Alexandre Lopes, advogado da CM Couto, empresa terceirizada responsável pela brigada do Shopping Tijuca.
De acordo com o advogado Alexandre Lopes, o equipamento não funcionou. Quando a brigada de incêndio chegou, não era mais possível combater o fogo com os extintores.
“Tiveram que acionar as mangueiras, e isso também leva mais tempo ainda pra combater. Se você chega com um extintor, é mais rápido. Se você vai com a mangueira, é mais devagar. Encontraram um cenário muito adverso já com muita fumaça”, pontuou o advogado.
O diretor de operações da brigada, Jorge Benedito de Oliveira, disse em depoimento à polícia [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/12/depoimentos-incendio-shopping-tijuca.ghtml] que acredita que a brigadista Emellyn, que trabalhava para a CM Couto, morreu asfixiada depois de retirar a máscara quando o oxigênio do equipamento acabou. O corpo dela só foi encontrado horas depois, devido à fumaça espessa.
Ainda não se sabe quanto tempo demorou para que o Corpo de Bombeiros fosse acionado. De acordo com o advogado da empresa, a responsabilidade de acionar a corporação é do shopping Tijuca.
A polícia já recebeu as imagens do Shopping Tijuca que mostram o incêndio que deixou dois mortos e três feridos, no dia 2 de janeiro. As imagens estão sendo analisadas pelos agentes da 19ª DP (Tijuca).
O local está fechado há 10 dias, após um incêndio atingir o subsolo do centro comercial [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/02/lojas-sao-fechadas-e-clientes-retirados-do-shopping-tijuca-apos-alerta-de-incendio.ghtml] e deixar 2 mortos e 3 feridos [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/02/lojas-sao-fechadas-e-clientes-retirados-do-shopping-tijuca-apos-alerta-de-incendio.ghtml].
O depoimento do chefe da brigada foi tomado nesta segunda-feira (12) pela polícia. Ele ocorreria na semana passada, mas acabou remarcado [https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/06/apos-4-dias-do-incendio-temperatura-no-local-ainda-esta-em-70-calor-impede-conclusao-da-pericia.ghtml] porque os advogados do shopping alegaram que não tiveram acesso aos autos.
Outros depoimentos, como do superintendente do shopping e dos responsáveis pela loja Bell’Art, no subsolo, também acontecerão na 19ª DP (Tijuca) nos próximos dias (veja nota atualizada ao fim da reportagem).
A empresa CM Couto foi a responsável pela vistoria técnica que identificou problemas na loja Bellart, no subsolo, onde o fogo começou.
A polícia ainda quer entender a dinâmica da evacuação do shopping no momento do incêndio, ocorrido há 10 dias.
A delegada responsável pelo caso quer ouvir testemunhas que estavam no shopping para que elas expliquem onde estavam e como foi a dinâmica da evacuação do local.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, o shopping Tijuca afirmou que já trabalha para obter a liberação para reabertura nos próximos dias.
O ge tenta contato com a Bell’art.




