Luca Argel apresenta em seu álbum “O homem triste” uma profunda análise sobre a masculinidade tóxica que afeta meninos desde a infância. Com a produção musical de Moreno Veloso e data de lançamento marcada para 23 de janeiro, o cantor e compositor carioca traz reflexões emocionantes sobre o comportamento machista enraizado desde os primeiros anos escolares.
A capa do álbum, uma obra da artista visual Marina Poppovic, reflete o conceito do disco, que propõe um mergulho nas questões relacionadas à masculinidade e às emoções reprimidas. “O homem triste” é um projeto conceitual que permeia nove canções autorais, onde Luca Argel expõe de forma sensível a jornada de homens que se sentem aprisionados pela pressão social de esconder suas emoções.
A inspiração para o álbum surgiu quando Argel percebeu a influência negativa que a masculinidade tóxica estava causando em seu afilhado, que passou a rejeitar aspectos de sua personalidade por conta de normas equivocadas internalizadas na convivência escolar. Através das músicas, o artista busca desconstruir essas ideias nocivas e promover reflexões sobre a importância de expressar sentimentos e emoções genuínas.
Em canções como “É pedir demais?” e “Meu irmão”, Luca Argel aborda a fragilidade masculina de maneira tocante, questionando os padrões sociais que cobram perfeição e força a todo custo. A sonoridade mais íntima do álbum, aliada à doçura da voz de Argel, proporciona uma imersão única nas narrativas e emoções presentes em cada faixa.
Com destaque para faixas como “Primeiro mar” e “Quando a cura começa”, Luca Argel mostra sua habilidade em trazer à tona temas delicados de forma poética e introspectiva. O álbum “O homem triste” eleva a obra do artista a um novo patamar na música contemporânea, demonstrando sua capacidade de dialogar com questões profundas e universais de forma assertiva.
Em um cenário musical marcado por superficialidade, “O homem triste” se destaca como uma obra que mergulha nas complexidades da masculinidade e das emoções humanas. Luca Argel convida o público a refletir sobre as pressões sociais que limitam a expressão genuína de sentimentos, promovendo um diálogo franco e necessário sobre a construção de identidades masculinas saudáveis e autênticas.




