Estudante que atropelou namorado e amiga vira ré por homicídio

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A universitária que perseguiu de carro, atropelou e matou o namorado e a amiga dele em dezembro na Zona Sul de São Paulo virou ré na Justiça por homicídio. Geovanna Proque está na Penitenciária Feminina de Santana, Zona Norte de SP, acusada de matar Raphael Canuto e Joyce Silva. O Ministério Público pede uma indenização de R$ 200 mil. A Promotoria considera que o crime foi motivado por um “ciúme doentio” da acusada em relação ao seu namorado. Além disso, a juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri, aceitou a denúncia do MP contra a estudante de medicina veterinária.

Segundo a acusação, Geovanna usou o carro como meio para assassinar as vítimas, justificando que o crime foi cometido por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa dos jovens e meio cruel. Câmeras de segurança registraram o atropelamento na Rua Professor Leitão da Cunha, comprovando a sequência de eventos que resultaram na morte de Raphael e Joyce. A jovem permanece detida preventivamente enquanto aguarda julgamento pela justiça.

Após a conversão da prisão em flagrante para preventiva, Geovanna enfrenta a possibilidade de ser levada a júri popular. Testemunhas serão ouvidas durante a audiência de instrução do caso, onde a ré será interrogada. O Ministério Público sugere que, em caso de condenação, a estudante pague uma indenização de R$ 200 mil às famílias das vítimas. Geovanna está detida na Penitenciária Feminina de Santana, aguardando o desenrolar do processo.

A defesa da acusada ainda não se pronunciou sobre o caso. Por outro lado, os advogados que representam a família de Joyce ainda não foram localizados para comentar. O assistente da acusação pela família de Raphael espera que Geovanna seja levada a júri e condenada. A tragédia chocou a região de São Paulo, onde Geovanna perseguia a motocicleta do namorado e da amiga em alta velocidade antes de atropelá-los brutalmente.

As imagens das câmeras de segurança evidenciam a sequência de eventos que culminaram na morte dos jovens. O carro conduzido por Geovanna colidiu com a moto pilotada por Raphael, arremessando ambos a uma longa distância. O impacto resultou em morte instantânea, além de ferir um pedestre e danificar outros veículos estacionados na via. A polícia investiga a possibilidade de mais um atropelamento causado pela ação da motorista.

As mensagens ameaçadoras enviadas por Geovanna horas antes do atropelamento indicam um comportamento violento e ciumento por parte da jovem. Testemunhas relataram que ela insistia em discutir com o namorado, o que culminou na perseguição e no trágico desfecho. A estudante fugiu do local do crime, mas acabou detida após mostrar sinais de desorientação. A polícia aguarda resultados de exames para determinar as circunstâncias que levaram à tragédia.

A família de Raphael e Joyce busca por justiça, enquanto a acusada permanece detida aguardando o desenrolar do processo. A polícia considera o ocorrido como um caso de assassinato, não de acidente de trânsito. O desfecho dessa trama trágica ainda está em andamento, com a promessa de um julgamento que poderá trazer respostas para familiares e amigos das vítimas. A história de Geovanna Proque e seus atos frenéticos deixaram marcas permanentes na comunidade onde o crime ocorreu.

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