O chefe de governo alemão, Friedrich Merz, declarou durante visita à Índia que a utilização de força por agentes de segurança no Irã demonstra a fragilidade do regime dos aiatolás, que comandam o país desde a Revolução de 1979. A Alemanha é o principal parceiro comercial do Irã na União Europeia. Merz ressaltou que a repressão violenta aos manifestantes reflete a falta de confiança no regime dos aiatolás. Segundo ele, ‘um regime que só se sustenta pelo uso da violência está efetivamente nos últimos dias. A população está se insurgindo contra ele’. As manifestações no Irã começaram com queixas sobre a crise econômica e evoluíram para pedidos de mudança do regime estabelecido pelos aiatolás. Representantes da Alemanha estão em contato direto com os EUA e outros governos europeus para discutir a situação no Irã e pedem que Teerã ponha fim à repressão mortal. Apesar disso, Merz não abordou a questão dos laços comerciais da Alemanha com o Irã. A Alemanha é o principal parceiro comercial europeu do Irã, mas as exportações alemãs para o país diminuíram consideravelmente nos últimos meses. Nos primeiros 11 meses, houve uma queda de 25% nas exportações para o Irã, o que representa menos de 0,1% do total das exportações alemãs. Essa diminuição nas relações comerciais reflete a preocupação internacional com a situação no Irã e o apoio aos manifestantes que buscam um novo rumo para o país. A posição da Alemanha e de outros países europeus frente à crise no Irã mostra a união no repúdio à violência e na defesa dos direitos humanos. Juntos, buscam pressionar o regime iraniano a encontrar soluções pacíficas para a instabilidade política e econômica que assola o país. A declaração de Merz sobre o possível fim do regime dos aiatolás reflete a mudança de postura da comunidade internacional diante das violações cometidas contra a população iraniana.




