DE aponta mais de 2 mil mortos em meio à onda de protestos no Irã
DE cita funcionário iraniano, que indica “terroristas” como responsáveis pelas mortes de civis e militares
A onda de protestos contra o regime iraniano, reprimida com forte aparato de segurança ao longo das últimas semanas, deixou um número de mortos ainda indefinido e sem confirmação oficial. Informações divergentes vindas de autoridades, organismos internacionais e grupos de oposição indicam um cenário de grande letalidade, mas sem dados consolidados sobre quantas pessoas perderam a vida.
Segundo relato feito por um funcionário iraniano à agência Reuters nesta terça-feira (13), cerca de 2 mil pessoas, incluindo manifestantes e integrantes das forças de segurança, teriam sido mortas ao longo de duas semanas de protestos em todo o país. Foi a primeira vez que representantes do governo reconheceram publicamente um número tão elevado de vítimas desde o início da repressão às mobilizações.
De acordo com a fonte ouvida pela Reuters, que falou sob condição de anonimato, indivíduos classificados por ele como “terroristas” seriam responsáveis pelas mortes tanto de manifestantes quanto de agentes de segurança.
Organizações de direitos humanos afirmam que já conseguiram identificar nominalmente centenas de pessoas mortas durante os protestos, o que reforça a percepção de um elevado custo humano da onda de protestos. Ainda assim, essas entidades ressaltam que o número total de vítimas pode ser significativamente maior.




