Leoa e chimpanzé que morreram no Zoo de BH tinham doenças ‘pretéritas’, diz prefeitura
Investigação apontou que não houve ‘qualquer indício de erro ou desvio intencional de conduta’. Animais morreram na mesma semana, em novembro de 2025, após procedimento de anestesia.
As mortes da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly, no Zoológico de Belo Horizonte, tiveram relação com doenças que os animais já tinham antes de chegar à instituição, segundo informou a prefeitura nesta terça-feira (13). A sindicância que apurou os óbitos concluiu que não houve “qualquer indício de erro ou desvio intencional de conduta”.
Os dois bichos morreram na mesma semana durante procedimentos de anestesia. Pretória, fêmea de leão-branco, sofreu uma parada cardiorrespiratória em 11 de novembro. A morte de Kelly ocorreu no dia seguinte. A chimpanzé e a leoa tinham chegado ao zoológico em outubro.
Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), laudos e avaliações realizados pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Polícia Civil “sugerem como provável causa das complicações no procedimento anestésico a existência de comorbidades pretéritas”. Além disso, as análises “afastam indícios de contaminação ou alteração dos frascos de anestésicos utilizados”.
De acordo com a FPMZB, os trabalhos da comissão de sindicância incluíram visitas técnicas ao zoológico, entrevistas com profissionais do local, além de análise de fichas médicas anteriores à chegada dos animais a Belo Horizonte e de outros documentos.
No caso da leoa Pretória, laudo da UFMG concluiu que o animal apresentava sobrepeso, linfonodos “discretamente aumentados” e diversas alterações na cavidade oral. Já sobre a chimpanzé Kelly, a necrópsia atestou “miocardite linfo-histioplasmocitária, leiomioma uterino e pólipo endometrial”.
Após os óbitos, a prefeitura informou que uma sindicância seria instaurada para apurar os casos. A conclusão sugerida pelo relatório é de pneumonia broncointersticial neutrofílica multifocal moderada e edema, congestão e hemorragia pulmonares intensos. A análise do relatório final da comissão de sindicância comprova que não houve superdosagem de anestésico como causa dos óbitos. Por fim, a comissão atesta que a decisão de intervenção dos médicos-veterinários do Diário do Estado, em ambos os casos, encontra-se devidamente justificada.




