Os últimos 11 anos, de 2015 a 2025, foram os mais quentes já observados, reforçando a tendência de aquecimento acelerado do planeta. Há risco de romper o limite do Acordo de Paris antes do previsto, podendo atingir o limite de 1,5°C até o fim desta década. O aquecimento excepcional dos últimos anos deve-se ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera e a temperaturas recordes dos oceanos. O El Niño e outros fenômenos climáticos contribuíram para elevar as temperaturas, enquanto mudanças na circulação atmosférica também influenciaram. Este cenário alerta para a necessidade urgente de ações mais efetivas no combate às mudanças climáticas.
O relatório destaca que o investimento em ciência climática é crucial, e a preparação para adaptação é indispensável. Florian Pappenberger, diretor do ECMWF, ressalta a importância de basear as decisões em evidências científicas robustas. O ano de 2025 foi marcado por impactos severos, como estresse térmico e incêndios florestais devastadores, evidenciando a urgência da situação. A OMS alerta para a gravidade do estresse térmico, que já é uma das principais causas de mortes relacionadas ao clima. As altas temperaturas também causaram grandes incêndios florestais, deteriorando a qualidade do ar e ameaçando a saúde das populações locais.
Os dados atmosféricos de 2025 reforçam a influência humana no aumento das temperaturas. Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do Copernicus, destaca o crescimento constante dos gases de efeito estufa nos últimos anos. Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, ressalta a proximidade do limite climático estabelecido pelo Acordo de Paris e a necessidade de lidar com as consequências desse cenário. O desafio atual é como gerir o excesso inevitável de temperatura e suas ramificações para as sociedades e ecossistemas.




