Governo Trump encerra proteções de deportação para somalis: impacto e repercussões

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Os Estados Unidos anunciam a decisão de encerrar as proteções contra deportação para somalis que estavam abrigados sob o programa de Proteção Temporária. Essa medida foi tomada pelo governo que atualmente está sob a gestão de Donald Trump, um presidente conhecido por sua postura polêmica e controversa em relação à imigração. Trump não poupa críticas aos imigrantes somalis, chegando a chamá-los de “lixo” e alegando a existência de fraudes envolvendo membros da comunidade. Essas críticas foram reforçadas com a intenção de encerrar as proteções humanitárias para mais de mil somalis que residem no país.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, justificou a decisão de encerrar o Status de Proteção Temporária para somalis com a argumentação de que as condições no país africano melhoraram. Essa justificativa contrasta com os confrontos ainda existentes entre as forças armadas somalis e os militantes do grupo al-Shabaab. Com a finalização do TPS, os somalis terão que se adequar às novas condições e muitos podem se encontrar em situações desfavoráveis a partir de 17 de março, data prevista para o término do status.

As ações de Donald Trump em relação aos imigrantes somalis não se limitam apenas ao encerramento do TPS. O presidente levou mais de 2 mil agentes federais de imigração para o estado de Minnesota, onde há uma grande concentração de imigrantes somalis. A alegação é de que esses imigrantes estariam envolvidos em atividades fraudulentas, como a operação de creches fraudulentas. Além disso, Trump promete revogar a cidadania de imigrantes naturalizados que forem condenados por fraudes contra cidadãos dos Estados Unidos, em uma clara demonstração de dureza em relação a essas questões.

O movimento de Donald Trump em relação ao TPS faz parte de uma ofensiva migratória que visa restringir a adesão a esse programa, alegando que ele vai contra os interesses do país. Um juiz federal bloqueou a tentativa de encerrar o TPS para migrantes de Honduras, Nepal e Nicarágua, questionando a legitimidade do processo decisório por conta de declarações consideradas racialmente inflamatórias. O comunicado de encerramento do programa para somalis destaca a melhoria da segurança no país de origem e a possibilidade de retorno para regiões mais seguras.

O programa de Proteção Temporária era uma maneira de conceder alívio contra deportação e autorizações de trabalho para pessoas que viviam nos Estados Unidos em momentos de crises específicas em seus países de origem. No caso dos somalis, o aviso de encerramento do programa destaca que a segurança na Somália melhorou e que os retornados poderiam optar por viver em regiões mais seguras, como a Somalilândia. A atuação do governo Trump nessa questão repercutiu negativamente em diversos setores e levou a confrontos e tensões entre os imigrantes e as autoridades locais.

Medidas anteriores de proteção concedidas pelo governo de Joe Biden em 2024 foram baseadas em relatórios que justificavam a concessão do TPS aos somalis devido aos ataques do grupo al-Shabaab, afiliado à Al-Qaeda. Os abusos de direitos humanos cometidos por esse grupo no país de origem dos somalis foram citados como razões para a continuidade da proteção humanitária. Em meio a essa situação complexa, o futuro dos somalis nos Estados Unidos permanece incerto, sujeito a decisões políticas e judiciais que irão determinar seus destinos nos próximos tempos.

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