Quaest: 58% avaliam que preço dos alimentos subiu no último mês
Apesar da desaceleração da inflação em 2025, que encerrou em 4,26%, abaixo do centro da meta, a percepção de alta nos preços dos alimentos nos mercados é compartilhada por 58% dos brasileiros. Essa informação é resultado de uma pesquisa realizada pela Quaest, que ouviu 2.004 pessoas em todo o país.
Segundo os dados levantados, 58% dos entrevistados afirmaram que os preços dos alimentos subiram nos últimos trinta dias. 24% mencionaram que os preços permaneceram iguais, enquanto 16% observaram uma queda nos valores. Apenas 2% não souberam ou não responderam à questão.
A análise sobre o custo dos alimentos acontece em um contexto de inflação mais moderada ao longo do ano. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, ficando abaixo do centro da meta estabelecida. Esse cenário inclui uma desaceleração nos preços dos alimentos na comparação anual.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, com a participação de 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Outro ponto abordado no levantamento foi o poder de compra dos entrevistados em relação a um ano atrás. Cerca de 61% relataram que hoje conseguem comprar menos com a renda recebida, enquanto 19% afirmaram que a situação permanece igual e 18% disseram que conseguem adquirir mais produtos. Apenas 2% não deram resposta à questão.
Além disso, a pesquisa também questionou se os participantes acham mais fácil ou mais difícil conseguir emprego atualmente em comparação com o ano anterior. Dos entrevistados, 49% declararam que está mais complicado obter uma vaga, enquanto 43% afirmaram o contrário e 3% disseram que a situação está igual. 5% não souberam ou preferiram não responder.
Esses dados revelam um retrato interessante da percepção da população brasileira em relação aos preços dos alimentos, ao poder de compra e ao mercado de trabalho, fornecendo insights importantes para entender o cenário econômico do país.




