ANÁLISE: com Lula à frente, 1ª pesquisa Quaest do ano eleitoral aponta trunfos e desafios para Flávio Bolsonaro e Tarcísio
Candidatura do senador ganhou impulso no último mês, avalia Felipe Nunes, diretor da Quaest. Em cenários de segundo turno, a menor vantagem de Lula é contra o governador de São Paulo.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14), a primeira de 2026, mostra que o presidente Lula (PT) segue à frente em todos os cenários de 1º turno da disputa presidencial e que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou força no último mês.
Em paralelo, nas simulações de 2º turno, o candidato que está mais perto de Lula é Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Os números apontam trunfos e desafios para Flávio e Tarcísio, os dois nomes mais competitivos da oposição. A avaliação é de Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Em relação a Flávio, Nunes considera que há a consolidação de seu nome como segundo colocado nos cenários de 1º turno.
“Nesse segmento, Flávio já aparece com quase 50% das intenções de voto, contra 16% de Tarcísio e 10% de Ratinho no cenário com todos os candidatos”, complementa.
A pesquisa mostra também que mais pessoas acreditam que a candidatura de Flávio é para valer. Em dezembro, 49% achavam que o senador vai até o fim na corrida presidencial. Agora, são 54%.
O que também sugere a manutenção de Flávio na disputa, afirma Nunes, é o aumento no percentual de brasileiros que acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, tomou a decisão certa ao escolher o filho 01: saiu de 36% para 43%. “Bolsonaristas já estão convencidos da decisão, e 87% dizem que foi a escolha certa.”
Em relação ao 2º turno, caiu pela metade a vantagem de Lula contra Tarcísio, governador de São Paulo. Eram dez pontos na pesquisa de dezembro (45% a 35%) e agora são cinco (44% a 39%).
“O grande trunfo do governador de São Paulo seria o apoio crescente da direita bolsonarista no cenário contra Lula. Seu desafio seria conseguir convencer os eleitores independentes e bolsonaristas a aderirem ao seu projeto presidencial, em um caso de desistência de Flávio”, avalia Felipe Nunes.
O que também pode ajudar Tarcísio e outros governadores da direita, na visão de Nunes, é a percepção pública de que, para ter mais chances de vencer, a oposição precisa lançar um nome que não seja bolsonarista.
No entanto, a maioria (56%) continua achando que Lula não merece mais um mandado como presidente. “Ou seja, Lula vence em todos os cenários de intenção de voto, mas não parece empolgar a maioria da população brasileira”, diz Nunes.




