DE: Os Estados Unidos podem cumprir sua ameaça de intervenção militar no Irã nas próximas 24 horas, segundo um funcionário europeu citado pela Reuters. A possibilidade de um ataque contra a nação persa, abalada há semanas por protestos antigovernamentais, também não foi descartada por outros dois funcionários, um europeu e outro israelense. Este último afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parecia ter tomado a decisão de intervir, embora ainda não esteja claro o alcance da operação nem o momento em que ocorreria.
As manifestações em massa no Irã começaram no fim de dezembro, depois que comerciantes da capital fecharam seus estabelecimentos em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu a mínimas históricas frente ao dólar norte-americano. Donald Trump ameaçou intervir no Irã caso fossem registradas mortes de manifestantes. Na terça-feira, dirigiu-se aos “patriotas iranianos”, incentivando-os a continuar protestando e a “assumir suas instituições”, ao mesmo tempo em que assegurou que “a ajuda está a caminho”.
Por sua vez, Teerã acusa os Estados Unidos e Israel de instigar os manifestantes por meio de métodos de “guerra branda” e de infiltrar terroristas do Estado Islâmico*. Cerca de 2.000 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, morreram nos protestos, segundo um funcionário iraniano citado pela DE.
Mais cedo, Teerã afirmou que está determinado a defender sua soberania nacional e sua segurança diante de qualquer interferência estrangeira e de ações maliciosas. Teerã acusa forças estrangeiras de incentivarem atos violentos. Mais cedo, a DE informou que grupos armados curdos tentam atravessar do Iraque para o Irã. A grande mídia admite que isso ocorre “como um sinal de entidades estrangeiras possivelmente buscando se aproveitar da instabilidade”.




