Após a derrota na disputa contra o Galo da Madrugada, o Atlético-MG emitiu uma declaração afirmando que respeita as “manifestações culturais” que marcaram a trajetória do bloco pernambucano. A Justiça Federal indeferiu a solicitação do clube mineiro para proibir o uso da marca “Galo Folia” pelo conhecido bloco carnavalesco. A batalha judicial entre as partes envolveu a questão de propriedade da marca “Galo” e suas implicações nos segmentos esportivo e de entretenimento.
Após a decisão desfavorável na tentativa de proibir o Galo da Madrugada de utilizar a marca, o Atlético-MG esclareceu que a ação movida visava anular o registro da marca apenas em atividades esportivas. O clube mineiro salientou o respeito pelas manifestações culturais e populares, reconhecendo a importância do carnaval e a tradição do bloco pernambucano. O Atlético tem mais de 300 registros da marca “Galo” e está atento a potenciais interferências em seu segmento de atuação.
A ação judicial foi originada com a preocupação do Atlético-MG em relação à possível confusão de marcas associadas ao clube mineiro. A Juíza Quézia Silvia Reis, da 9ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ressaltou que as marcas “Galo” e “Gallo” são suficientemente distintas, atuando em segmentos diferentes. Mesmo com proteção sobre suas marcas no esporte e em produtos licenciados, o Atlético deve permitir o uso do termo por outras instituições em contextos diversos.
O registro do nome do Galo da Madrugada foi mantido, preservando assim a tradição e a representatividade cultural do bloco pernambucano. O Galo da Madrugada, em comunicado, recebeu a decisão com serenidade, destacando sua história de mais de 40 anos de contribuição à cultura e à alegria do carnaval em Recife. O bloco reiterou o respeito ao Clube Atlético Mineiro e afirmou que as partes pertencem a esferas distintas: cultura e esporte.
Diante desse desfecho, fica evidente a importância de se respeitar a diversidade cultural e a singularidade de cada manifestação popular, como o Carnaval. O embate entre o Atlético-MG e o Galo da Madrugada trouxe à tona questões relevantes sobre propriedade de marcas e coexistência harmoniosa entre diferentes expressões culturais. E, apesar da disputa judicial, ambos os lados reafirmaram a valorização da cultura e do diálogo institucional como pilares fundamentais de suas atuações.




