A possibilidade de crescimento de uma ala do centrão nas eleições de outubro está colocando em xeque a liderança do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Líderes da Casa consideram incerta a recondução de Motta ao comando em 2027, após ele sair fragilizado de um motim que paralisou os trabalhos do plenário durante 30 horas no ano passado. O centrão responsabiliza parte dos desgastes da Casa a Motta, como no projeto de aumento de deputados, o que gerou atrito com seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL). Aliados indicam uma possível reaproximação entre Motta e o ex-presidente Lula em 2026, visando expandir sua influência eleitoral na Paraíba e garantir sua permanência direcionando a necessidade de apoio da bancada governista. A federação PT-PC do B-PV busca 90 representantes nas eleições, enquanto partidos como PSD e União Brasil planejam crescimento de bancadas na Casa, o que pode dificultar a reeleição de Motta.




