Trump ameaça cortar financiamento a Estados com cidades-santuário
O presidente dos Estados Unidos expande seus ataques a cidades administradas principalmente
por democratas após dias de confrontos caóticos nas ruas de Minneapolis
Pessoas seguram cartazes com a palavra “Sanctuary” enquanto o Conselho Municipal
de Los Angeles se reúne para considerar a adoção de uma lei de “cidade
santuário” na Prefeitura, em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos (Foto:
Daniel Cole/Reuters)
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Por Jonathan Allen e Ted Hesson e Joseph Ax
14 Jan (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta
quarta-feira que deve cortar no próximo mês o financiamento federal para
qualquer Estado que tenha cidades-santuário, expandindo seus ataques a cidades
administradas principalmente por democratas após dias de confrontos caóticos nas
ruas de Minneapolis.
A promessa de Trump, anunciada via redes sociais, repetiu os comentários feitos
por ele pela primeira vez durante um discurso em Detroit, na terça-feira, quando
disse que interromperia os pagamentos a partir de 1º de fevereiro a qualquer
Estado que tiver cidades-santuário, que limitam a cooperação das autoridades
locais com os agentes federais de imigração.
Qualquer iniciativa do tipo deve ser, sem dúvida, contestada na Justiça. Em
agosto, um juiz federal barrou uma tentativa anterior de congelamento do
financiamento de mais de 30 jurisdições com santuários.
A declaração de Trump ocorreu em meio à escalada de tensões em Minneapolis, uma
semana após um agente de imigração norte-americano atirar fatalmente em Renee
Good, de 37 anos, cidadã norte-americana, em seu carro.
O governo Trump enviou mais de 2.000 agentes federais para a cidade, apesar das
fortes objeções do prefeito, Jacob Frey, um democrata. Os agentes parecem estar
realizando varreduras itinerantes e prendendo pessoas sem mandados, com base em
relatos e vídeos de residentes.
Jornalistas da Reuters documentaram dezenas de agentes armados pelas ruas
geladas de bairros residenciais, vestindo equipamentos de camuflagem de estilo
militar e máscaras cobrindo o rosto, muitas vezes recebidos por moradores que
sopram apitos e gritam com os agentes.
Em algumas ocasiões, os agentes quebraram vidros de carros e retiraram pessoas
de seus veículos, mostraram vídeos. Alguns confrontaram cidadãos
norte-americanos não brancos, exigindo sua identificação antes de se afastarem,
provocando vaias e acusações de racismo por parte dos espectadores.




