“Bossa Sempre Nova”: Luísa Sonza interpreta clássicos da bossa nova com participação de Roberto Menescal e Toquinho.

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O novo álbum de bossa nova de Luísa Sonza, “Bossa Sempre Nova”, é uma homenagem ao gênero musical elegante e refinado. Com a participação de Roberto Menescal e Toquinho, o disco conta com 13 regravações e uma faixa inédita, recebendo a nota de 6,5 de 10. A cantora, após o sucesso de “Chico”, apostou no estilo de vez, buscando reposicionar sua imagem de uma maneira mais sofisticada e intimista.

A produção musical, arranjos e violão de Roberto Menescal combinam perfeitamente com a voz bela de Luísa Sonza, que se encaixa de forma mais natural no estilo bossa nova. As canções conhecidas, como “O Barquinho” e “Tarde em Itapoã”, apresentam arranjos familiares, porém a faixa inédita “Um pouco de mim” acaba se perdendo em meio às outras músicas.

Apesar da qualidade das interpretações e dos arranjos bem executados, o álbum acaba pecando por não trazer inovação ou charme ao estilo. Luísa se esforça para cumprir a exigência da bossa nova, mas fica aquém ao não conseguir transmitir a sedução e a sensualidade presentes em outras interpretações do gênero.

Ao comparar “Bossa Sempre Nova” com clássicos como o disco “Elis & Tom”, a cantora revela sua limitação ao não conseguir criar uma leitura diferenciada das músicas escolhidas. A regravação de “Águas de Março”, por exemplo, não consegue captar a essência otimista e viva da versão original de Elis e Tom, deixando a desejar em termos de proposta artística.

No geral, o álbum de Luísa Sonza é correto, porém falta um elemento essencial: a verdadeira bossa nova. Com arranjos seguros e interpretações competentes, o disco não consegue se destacar pela falta de propósito e originalidade. Fica a sensação de que, apesar da qualidade técnica, “Bossa Sempre Nova” não conseguiu transmitir a essência cativante e charmosa do verdadeiro estilo bossa nova. O álbum acaba sendo mais uma homenagem do que uma inovação no cenário musical.

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