Advogada que salvou família de incêndio no PR completa três meses internada

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Como estão os sobreviventes do incêndio no Paraná em que advogada salvou família

O incêndio completa três meses nesta quinta-feira (15). Juliane, advogada que se
pendurou em suporte de ar-condicionado para salvar família, permanece internada.

Apartamento pega fogo no PR, e vítima se pendura para salvar mãe e criança

O incêndio no apartamento de um prédio em Cascavel, no oeste do Paraná,
completa três meses nesta quinta-feira (15). No local, a advogada Juliane
Vieira, de 29 anos, salvou a mãe e o primo ao se pendurar em um suporte de
ar-condicionado. Assista ao momento no vídeo acima.

As três vítimas precisaram de atendimento médico e ficaram internadas em
hospitais diferentes. No caso de Juliane, ela ainda está internada no Hospital
Universitário (HU) de Londrina, na região norte do estado. Abaixo, veja os detalhes do último boletim médico dela.

A primeira pessoa da família a receber alta hospitalar foi Sueli Vieira, de 51 anos, mãe da advogada. Ela ficou internada por 11 dias no Hospital São
Lucas, em Cascavel, e foi para casa no em 26 de outubro de 2025 para continuar
com o tratamento.

Durante o período de internação, ela foi entubada e ficou na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) por uma semana por estar com queimaduras graves no rosto,
braços, pernas, vias respiratórias e por ter inalado fumaça.

Pietro, que tem 4 anos e é primo de Juliane, ficou 16 dias no Hospital
Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM), em Curitiba. Ele também passou
um período na UTI por ter inalado fumaça e por ter ficado com queimaduras nas
pernas e nas mãos. No dia 30 de outubro de 2025, ele também recebeu alta.

Durante o combate ao incêndio, o sargento Edemar de Souza Migliorini, que ajudou
no resgate de Juliane, sofreu queimaduras de terceiro grau. Ele recebeu alta
hospitalar no dia 18 de outubro de 2025.

No boletim atualizado nesta quarta-feira (14), o HU de Londrina informou que
Juliane está consciente e respirando naturalmente. A assessoria do hospital também disse que não há previsão de alta.

Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane, Sueli Vieira, informou com exclusividade
à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que a jovem estava acordando aos poucos
do coma induzido e conseguindo se comunicar com familiares. Para apresentar essa melhora, foram quase dois meses de internação no Centro de
Tratamento de Queimados, que é referência no estado para atendimento a pacientes
com queimaduras.

Juliane teve 63% do corpo queimado no incêndio. O incêndio aconteceu na manhã de 15 de outubro, no cruzamento das ruas Riachuelo
e Londrina, no bairro Country. Juliane ficou pendurada em um suporte de
ar-condicionado, do lado de fora do prédio, para conseguir resgatar a família.

O laudo pericial apontou que o incêndio não foi intencional
e não há sinais de crime. As chamas começaram na cozinha do apartamento.

Juliane é advogada e mora em Cascavel. “A Ju sempre foi prática, de resolver as coisas. E o fato de
ter salvado a mãe e o primo resume bem quem ela é”, afirma Jeferson Espósito, amigo da vítima.

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