Procon Carioca inicia ‘Operação Preço Justo’ para fiscalizar valores nas praias do Rio: denúncias pelo WhatsApp (21) 96608-0664

procon-carioca-inicia-operacao-preco-justo-para-fiscalizar-valores-nas-praias-do-rio3A-denuncias-pelo-whatsapp-21-96608-0664

Procon Carioca inicia operação ‘Preço Justo’ para fiscalizar valores abusivos cobrados nas praias do Rio

As denúncias podem ser feitas diretamente por WhatsApp: (21) 96608-0664.

A “Operação Preço Justo na Praia”, com fiscais percorrendo a orla para coibir cobranças abusivas nas praias do Rio e orientar consumidores sobre seus direitos, começou nesta quinta-feira (16).

O objetivo da fiscalização é coibir preços excessivos, cobrança de consumação mínima, venda casada e publicidade enganosa. Além dos servidores identificados, agentes à paisana estarão nas praias para flagrar irregularidades.

“A consumação mínima é uma espécie de venda casada. E é proibido. Porque você está condicionando um tipo de venda, um tipo de aluguel, um tipo de serviço a outras vendas. Isso o Procon Carioca e o código do consumidor não permitem”, citou o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor João Pires.

Agentes do Procon Carioca iniciaram operação “Preço Justo” nas praias da Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Barracas e quiosques que forem flagrados cometendo irregularidades podem ser multados e até perder autorização de funcionamento.

As denúncias podem ser feitas diretamente por WhatsApp: (21) 96608-0664.

CLIENTES RECLAMAM DE CASOS NA ZONA SUL

A fotógrafa argentina Agnes Dietrich afirmou que já foi cobrada muito além do que deveria por vários itens na praia. Uma das situações aconteceu quando ela e um grupo de amigos queriam comer queijo coalho:

“Eu sei que o queijo é mais ou menos R$ 15, que já foi R$ 10, mas eles queriam cobrar R$ 25. É sempre assim. Aí baixa se você fala que não”, relatou, contando ainda que os preços mudam todo dia em praias como o Leblon. “Coco é bem complicado”.

Fernanda D’ávila diz que já foi cobrada com preços abusivos na praia — Foto: Reprodução/TV Globo

A empresária Fernanda D’ávila quase caiu em cobranças abusivas, mesmo sendo moradora do Rio:

“Como eu tenho um sotaque diferente, então as pessoas acham que eu não sou daqui e vêm com um preço diferente. Eu falo que moro aqui. Aí pra morador, ao invés de R$ 50 custa quanto? Uns R$ 30, R$ 20 chorando”, contou.

O cineasta Lucas Malaguti acredita que precisa haver um preço justo para que consumidores e vendedores não saiam prejudicados:

“Eu fico impressionado porque as pessoas acham que eu sou gringo e vêm me cobrar um valor. Eu falo ‘mermão’. Não pega bem. Essa coisa de consumação também não pega bem. Preço de cadeira, guarda-sol super abusivos. A gente entende o desafio de cada dia de levar o pão pra casa, mas vamos ser justos”, pontuou.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp