Sócios da Filia Eventos no PR são indiciados por estelionato: esquema de pirâmide movimentou R$ 23 milhões – Casais e formandos são vítimas de golpes.

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Esquema de pirâmide e movimentação de R$ 23 milhões: donos de empresa de eventos no PR são indiciados por estelionato e associação criminosa

Filia Eventos é suspeita de aplicar golpes em casais e formandos. A investigação durou cerca de um ano e meio e reuniu pelo menos 450 boletins de ocorrência, 150 de depoimentos e quebra de sigilo de 104 contas bancárias. DE aguarda retorno da defesa.

O Caso foi investigado pela Delegacia de Estelionato de Maringá. A Polícia Civil (PC-PR) finalizou o inquérito que investigou a empresa Filia Eventos, suspeita de aplicar golpes em casais e formandos em Maringá, no norte do Paraná. Em ao menos 450 boletins de ocorrência registrados em agosto de 2024, as vítimas denunciaram que contratos fechados com a empresa foram cancelados ou eventos contratados não foram entregues.

Após aproximadamente um ano e meio de investigação, Julio Cesar Bosi, Luana Cristina da Luz Barbosa e Simone da Luz Barbosa, sócios da empresa foram indiciados por estelionato e associação criminosa. A defesa deles foi procurada pelo DE, mas não retornou até a última atualização desta reportagem.

Os empresários movimentaram quase R$ 23 milhões durante o período investigado. O inquérito foi entregue ao Ministério Público, que analisará o processo e decidirá por denunciar ou não os empresários. Os sócios não são considerados foragidos, pois não foi decretada a prisão preventiva deles.

De acordo com o delegado Fernando Garbelini, a apuração foi densa e reuniu o depoimento de cerca de 150 pessoas e a quebra de sigilo de 104 contas bancárias de 21 instituições financeiras. A investigação apontou que a empresa atuou com um esquema de pirâmide por pelo menos um ano.

O casal Danila Lima e Guilherme Teodoro descobriu na noite anterior que a empresa não entregaria a festa de casamento e precisou da união de amigos e familiares para realizar uma festa alternativa. Uma das estudantes contou ao DE que após os formandos realizarem o pagamento do contrato, a empresa parou de responder os questionamentos que eram feitos no grupo criado em um aplicativo de mensagens.

Fornecedores da Filia que estavam com os pagamentos atrasados emprestaram máquinas de cartão para a empresa, na tentativa de receber os valores. Conforme Garbelini, não há indícios de que os fornecedores tinham a intenção de aplicar golpes. Os clientes prejudicados estão aguardando posicionamento das autoridades sobre as medidas que serão tomadas em relação aos proprietários da empresa e o ressarcimento dos prejuízos causados.

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