‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ surpreende com um terror mais psicológico e profundo. DE já viu o quarto episódio da franquia, dirigido por Nia DaCosta, conhecida por trabalhos como ‘As Marvels’ e ‘A Lenda de Candyman’. Um dos grandes destaques do elenco é Ralph Fiennes.
O filme “Extermínio: O Templo dos Ossos” chega aos cinemas nesta quinta-feira (15), seguindo pouco mais de seis meses após o lançamento do filme anterior da franquia, “Extermínio: A Evolução”. Apesar do retorno de Danny Boyle e Alex Garland, diretor e roteirista do primeiro longa de 2002, a produção dividiu opiniões por não alcançar o impacto esperado.
Surpreendentemente, essa quarta parte da série se mostra superior ao filme de Boyle ao explorar de forma mais profunda os elementos dramáticos e de terror. Mesmo sem trazer inovações revolucionárias como os primeiros filmes, a trama é bem desenvolvida, mantendo a tensão em alto nível e provocando reflexões densas no público.
O enredo inicia exatamente de onde parou “Evolução”, quando o personagem Spike se junta a um grupo liderado por Jimmy Crystal e descobre que seus novos colegas não são o que parecem ser. Enquanto isso, o Dr. Kelson estabelece uma relação inusitada com um zumbi, buscando uma cura para o vírus mortal que assola a população.
O roteiro de “Extermínio: O Templo dos Ossos” aborda a temática da humanidade como a verdadeira ameaça em meio a um apocalipse. O filme destaca como a loucura e o sadismo dos seres humanos sobreviventes podem ser ainda mais aterrorizantes do que os zumbis. A trama explora de forma distorcida elementos como o programa infantil Teletubbies, para intensificar a atmosfera sombria.
Com uma atuação marcante de Ralph Fiennes como Dr. Ian Kelson, o filme desenvolve a história do personagem de forma mais ampla, explorando seus dilemas e sua busca por esperança em um mundo caótico. A direção de Nia DaCosta é elogiada por equilibrar tensão, suspense e drama, mantendo o interesse do público do início ao fim.
A trilha sonora do filme, com canções de bandas como Duran Duran, Radiohead e Iron Maiden, junto com a composição de Hildur Guðnadóttir, complementam a experiência cinematográfica. “Extermínio: O Templo dos Ossos” mostra que ainda há espaço para explorar na franquia de zumbis, desde que evite clichês e mantenha a originalidade. O filme segue no caminho certo para agradar os fãs e renovar o interesse pelo gênero.




