SC registra 1 de cada 4 mortes de turistas por afogamento no Brasil — e como a
IA ajuda a reduzir dado
Uso da tecnologia detecta pessoas em situação de risco em balneários.
SC é o estado com maior concentração de turistas afogados no país
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SC é o estado com maior concentração de turistas afogados no país
Santa Catarina [https://de.globo.com/sc/santa-catarina/] é o estado do país com
maior número de mortes de turistas por afogamento, concentrando 26% dos casos –
o equivalente a 1 de cada 4 registros. Os dados são do Boletim Brasil de
Afogamentos, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).
Os indicadores de 2025, que têm como referência ocorrências de 2023, alertam
para a maior incidência dos registros durante a temporada de verão em praias, rios, lagoas e piscinas.
Santa Catarina é um dos destinos mais visitados no verão, com o público se concentrando em destinos do litoral, que conta com mais de 500 praias em cerca de 600 quilômetros de extensão. Somente de turistas internacionais, o estado recebeu 565 mil estrangeiros em 2025.
Os dados do Boletim Brasil de Afogamentos colocam o Espírito Santo (19%) e Bahia (17%) como estados com mais mortes. Sobre a origem da vítima, Minas Gerais (32%) e São Paulo (17%) registraram mais óbitos.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA EVITAR MAIS AFOGAMENTOS
Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 16 pessoas morrem afogadas no Brasil por dia, sendo quatro crianças. Os dados exigem maior atuação das forças de segurança pública e salvamento para orientar banhistas sobre a diversão seguras.
Entre as ações que envolvem monitoramento, presença de guarda-vidas e atividades de educação, a tecnologia virou aliada para prevenir afogamentos.
Em Barra Velha [https://de.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/barra-velha/], no Litoral Norte de Santa Catarina, a inteligência artificial (IA) passou a ser utilizada como uma ferramenta estratégica para proteger moradores e turistas que frequentam as praias da região.
A implementação da tecnologia com câmeras de monitoramento ao longo de 5 quilômetros de praias foca em dois pilares fundamentais para a segurança nos balneários: a prevenção de incidentes graves e a agilidade em casos de emergência. Com zoom para longas distâncias, as imagens são enviadas em tempo real para uma central de monitoramento.
“Se recebe um alerta e comunica o posto de guarda-vidas para prestar apoio e tomar as medidas cabíveis”, explicou Everson Brandão, coordenador do Centro Regional de Tecnologia de Barra Velha.
As funcionalidades ajudam o Corpo de Bombeiros a encontrar pessoas desaparecidas, como detecção de corpos e rostos e padrões de perigo na água ou na areia, emitindo alertas que permitem que os socorristas ajam antes que o acidente ocorra.
“Nem sempre estamos por perto das pessoas que estão numa área de risco, então, a gente sabendo que tem as pessoas as câmeras de monitoramento, ficamos mais tranquilos”, explicou a guarda-vidas Mari Lígia Meyer.




