Conselho aprova aumento de 4,46% na passagem de ônibus, que deve passar a custar R$ 4,50 no Grande Recife
Houve protesto de passageiros contra aumento. Votação foi feita pela internet, entre membros do Conselho Superior de Transporte Metropolitano.
Manifestantes ocupam sede do Grande Recife em protesto contra aumento de passagens.
O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) aprovou um aumento de 4,46% no valor das passagens de ônibus no Grande Recife. Com isso, o valor do Bilhete Único, utilizado pela maioria dos passageiros, deve passar a custar 4,50, em vez dos 4,30 cobrados atualmente (veja vídeo acima).
A mudança foi definida em votação durante uma reunião realizada de forma online, com integrantes do CSTM. A reunião foi feita pela internet, com alguns dos membros na sede do Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM), no bairro do Recife, onde houve protesto contra o aumento da tarifa.
O governo de Pernambuco propôs um reajuste de 4,46% para o Bilhete Único, Anel G e linhas do serviço opcional e especial. Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, o percentual é referente à inflação acumulada entre dezembro de 2024 e 2025.
Apesar da aprovação, o aumento ainda seguirá para homologação da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), que deve arredondar os valores e, depois disso, publicar as novas tarifas no Diário Oficial do Estado. Ainda não foi divulgada a data em que a nova tarifa entra em vigor.
A reunião contou com representantes da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi), do Grande Recife Consórcio de Transporte, e da sociedade civil.
O último aumento na passagem do transporte público do Grande Recife foi aprovado em dezembro de 2024, já após a unificação do Bilhete Único. O reajuste foi definido em 4,29%, levando a passagem para R$ 4,28. Com o valor arredondado pela Arpe, os passageiros passaram a pagar R$ 4,30 por viagem.
Por meio de nota, o Grande Recife Consórcio informou que os estudos apontavam que, “para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano — como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema —, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14”.
A nota afirma, ainda, que o governo do estado vai aportar cerca de R$ 500 milhões no transporte “para evitar que o aumento recaia sobre os usuários”, além de conceder isenções fiscais, como a do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, cobrindo a diferença entre o custo real do sistema e o valor pago pelo passageiro.




