Bolsonaro será transferido para Papudinha com estrutura completa

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DEterminação da transferência de Bolsonaro para Papudinha. Além do quarto e banheiro, há uma sala, cozinha e lavanderia.

VEJA cela na Papudinha onde Bolsonaro passará a cumprir pena no DF

VEJA cela na Papudinha onde Bolsonaro passará a cumprir pena no DF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), conhecido como “Papudinha”.

A sala de Estado-Maior tem área total de 54,7 metros quadrados, e mais 10 metros quadrados de área externa. Segundo o STF, a cela comporta quatro pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente.

Além do quarto e banheiro, há uma sala, uma cozinha e uma lavanderia. A cela que será ocupada por Bolsonaro é igual à dividida por Anderson Torres e Silvinei Vasques.

O espaço é cinco vezes maior que a da Superintendência da Polícia Federal — que tem 12 metros quadrados aproximadamente—, onde Bolsonaro estava.

Entenda as regras para o uso de celas especiais, como as salas de Estado-Maior

Cela onde Bolsonaro vai ficar na Papudinha em Brasília — Foto: STF/Divulgação

Segundo o STF, a sala oferece:

geladeira;
chuveiro com água quente;
armários
cama de casal;
TV.

Enquanto estiver na Papudinha, Bolsonaro terá direito a cinco refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia. Como tem recebido dieta especial, o cardápio do ex-presidente pode ser alterado.

O banho de sol é feito na área externa da cela, permitindo inclusive a prática de exercícios físicos, com total privacidade e sem controle de horário, detalhou o STF.

Há posto de saúde com dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico, lista o tribunal.

A Papudinha, assim como os prédios do complexo da Papuda, ficam a pouco mais de 8 km da UPA de São Sebastião, unidade pública mais próxima; e a cerca de 16 km de hospitais particulares com o Sírio Libanês e o DF Star.

Infográfico – Mapa mostra localização da Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. — Foto: Arte/g1

CONFIRA, ABAIXO, DETALHES DE COMO FUNCIONA A VIDA NA PAPUDINHA.

A ESTRUTURA

O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM) é destinado a:

Militares estaduais que ainda mantêm vínculo com a corporação.
Presos militares aguardando eventual condenação que possa resultar na perda do cargo.
Civis com direito à Sala de Estado-Maior, conforme previsto em lei (ex.: advogados regularmente inscritos na OAB e autoridades) – é o caso de Torres.

O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos.

Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM.

O batalhão tem oito alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.

Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020. As celas “são ventiladas e passam por higienização diária”, segundo a corporação.

Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.

Também é permitido acesso a televisores e ventiladores, de acordo com o regramento da unidade prisional.

VISITAS, LEITURA E PISTA DE CAMINHADA

Segundo a Polícia Militar do DF, responsável pelo prédio, o 19º Batalhão oferece “condições adequadas, seguras e humanizadas de custódia, em conformidade com a Lei de Execução Penal e demais normas vigentes”.

Há, por exemplo, uma área de esportes e uma pista de caminhada exclusiva para os internos.

Os detentos têm direito a visitas duas vezes por semana – o calendário é o mesmo para todos os presos na Papudinha e divulgado com antecedência. “A visita íntima segue as regras da execução penal”, completa a PM.

Ainda de acordo com a Polícia Militar:

há atendimento médico periódico, “com consultório próprio e monitoramento contínuo da saúde”;
o cardápio de quem está na Sala de Estado-Maior, como Anderson Torres, é “diferenciado” em relação aos dos demais detentos;
é possível usar a leitura e o trabalho para abater tempo de cumprimento da pena;
a Capelania da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros atua diariamente no espaço, “oferecendo apoio espiritual e orientação”;

“O tratamento é humanizado e preserva a integridade física, moral e psicológica dos internos, com observância rigorosa dos direitos fundamentais”, diz a PM.

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