“Casa Caída: O Abrigo de Esperança das Crianças Desaparecidas no Maranhão”

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Saiba mais sobre a “casa caída”, onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no estado do Maranhão. Esse abrigo simples, localizado à margem do rio Mearim, é um ponto de parada utilizado por pescadores e foi indicado por Anderson Kauã após seu resgate no dia 7 de janeiro.

A “casa caída”, indicada por cães farejadores como um dos locais visitados pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, é construída com barro, troncos de madeira e coberta por palha. Situada no povoado de São Raimundo, zona rural de Bacabal, interior do Maranhão, essa estrutura simples despertou a atenção das autoridades locais.

A cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças desapareceram há 12 dias, esse abrigo pode ter servido de refúgio temporário para os pequenos. Dentro dele foram encontrados objetos como colchão, botas e um banco, indicando que alguém esteve no local.

Após relato de Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado no dia 7 de janeiro, a localização desse abrigo foi confirmada. O menino descreveu que chegou ao local com os primos e posteriormente deixou os dois na casa enquanto saía em busca de ajuda. Ele relatou à equipe do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes que passaram pelo menos uma noite no local.

A busca pelos irmãos continua no 13º dia da operação, envolvendo mais de 500 pessoas entre agentes de forças de segurança e voluntários. A análise minuciosa da área tem sido feita por quadrantes, com uma equipe de bombeiros e voluntários rastreando meticulosamente cada metro quadrado em busca de pistas que possam levar ao paradeiro das crianças.

Além disso, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam contribuir com a localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes está presente em Bacabal desde domingo (11), auxiliando nas investigações e prestando apoio psicológico e social aos familiares das crianças desaparecidas.

A operação conta com reforço de bombeiros de outros estados, como do Pará e do Ceará, que enviaram equipes com cães farejadores para auxiliar nas buscas. A solidariedade e empenho das equipes envolvidas refletem a preocupação com o bem-estar das crianças desaparecidas e o esforço conjunto para trazê-las em segurança de volta para casa. A comovente história das crianças desaparecidas no Maranhão mobiliza não só as autoridades, mas também a população local na esperança de um desfecho feliz.

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