A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, que está desaparecida há quase um mês possuía desavença com moradores do prédio onde morava. Mulher foi vista pela última vez ao descer até o subsolo para restabelecer a energia do apartamento onde mora, em Caldas Novas.
Daiane é natural de Uberlândia (MG). Em entrevista ao UOL, a família contou que a corretora mudou de cidade para administrar seis apartamentos que a família comprou no mesmo prédio onde mora. As desavenças com moradores, segundo a mãe da corretora, teriam acirrado ao longo de 2025 e que a Justiça de Goiás chegou a ser acionada pela corretora contra o condomínio.
“Tivemos problemas com o condomínio do prédio durante todo o ano [de 2025], mas não acusamos de nada em relação ao acontecido”, declarou Nilse Alves Pontes, de 61 anos.
A mãe de Daiane também contou que o apartamento da proprietária convivia com cortes recorrentes na energia apesar de nunca ter atrasado o pagamento da conta de luz. Um dos ”cortes” teria ocorrido um dia antes do desaparecimento da corretora, que decidiu gravar o apartamento com luzes apagadas enquanto todo o prédio permanecia com luzes acessas.
“Não foi a primeira vez que isso acontecia com nossa família. A energia elétrica era cortada e nós íamos até o relógio e religávamos”, informou Nilse.
Desaparecimento
Câmeras de segurança registraram o momento em que Daiane saiu do apartamento e entrou no elevador para ir até o subsolo, onde religaria a energia do apartamento. Nas imagens, a mulher aparece vestindo uma blusa preta, shorts azul e estava de chinelo. A corretora estava com o celular na mão, gravando toda a ação, e chegou a conversar com outro morador que estava no elevador.
Daiane sumiu após chegar no subsolo do condomínio e, desde então, não há mais informações sobre o paradeiro da mulher. O subsolo do condomínio possui apenas uma câmera, com amplitude de gravação limitada e a área onde o relógio de energia está não possui câmeras. Também não há imagens da corretora retornando ao imóvel de onde saiu ou registrado dela deixando as dependências do condomínio.
Segundo Nilse, a última conversa com Daiane ocorreu horas antes do desaparecimento e a mãe chegou a enviar mensagens para a filha no dia 18, após chegar em Caldas Novas. Como não teve retorno, ela foi até o apartamento e o encontrou trancado.
“No dia 18 quando eu cheguei em Caldas Novas, por volta de 17h, já estava super preocupada, entrei no apartamento e vi que ela não estava. Procurei por outros apartamentos nossos no condomínio, preocupada porque ela não atendia o celular e nada”, contou a mãe.
Um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento foi registrado no mesmo dia e buscas foram realizadas em unidades de saúde da região, mas nenhum rastro foi encontrado. O caso é investigado pela Polícia Civil.



