Sistema Alto Tietê enfrenta desafio com baixo volume de chuvas em janeiro: a importância da conscientização e preservação dos recursos hídricos

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O Sistema Alto Tietê, que abrange cinco represas entre Suzano e Salesópolis, está enfrentando um desafio em relação às chuvas neste mês de janeiro. De acordo com os dados divulgados pela Sabesp, o volume registrado nas primeiras duas semanas do mês foi de 106,2 milímetros. Esse valor representa apenas 45,8% da média histórica para o mês, que é de 232,1 mm. Com isso, os reservatórios operam com apenas 21,7% da capacidade total, evidenciando a situação crítica da região.

Apesar de ter tido um aumento de 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o volume de chuvas ainda não atingiu as expectativas para janeiro. Nos últimos dias, o sistema ficou sem precipitações significativas, o que é preocupante, considerando que estamos no verão, época em que as chuvas são mais frequentes. Em 10 dos 16 dias do mês, a quantidade de chuva foi insuficiente para elevar o nível dos reservatórios.

Com um índice atual 19 pontos percentuais menor do que em 2025, o Sistema Produtor do Alto Tietê precisa lidar com a escassez de água armazenada. No entanto, é importante ressaltar que houve uma melhora em relação aos primeiros dias do ano e ao encerramento do ano anterior, quando a capacidade estava em 19,9%. Mesmo assim, a situação requer atenção e medidas para evitar possíveis problemas de abastecimento de água.

As represas Paratininga, Biritiba e Ponte Nova, que fazem parte do SPAT, encerraram a primeira metade de janeiro com percentuais acima dos 20%, enquanto as outras duas represas apresentaram índices mais baixos. Essa discrepância indica a necessidade de um monitoramento constante e de ações para garantir a manutenção dos níveis dos reservatórios. A população de mais de 4,5 milhões de habitantes na Grande São Paulo depende diretamente desse sistema para o fornecimento de água potável.

Diante desse cenário, é fundamental que medidas de conscientização e preservação dos recursos hídricos sejam adotadas pela população, bem como investimentos em infraestrutura para garantir a segurança hídrica da região. A gestão sustentável dos recursos naturais é essencial para enfrentar os desafios decorrentes das variações climáticas e garantir o abastecimento adequado de água para a cidade de São Paulo e região metropolitana. Ações conjuntas entre o poder público, a sociedade e as empresas são fundamentais para assegurar a disponibilidade de água no presente e no futuro.

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