Banco Master: empresária alvo de busca e apreensão no RS diz que teve CPF
clonado e nega ligação com fraude
Uma mulher de 29 anos é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura suposto esquema ligado a DE instituição financeira.
PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele
DE empresária de 29 anos alvo da Polícia Federal (PF) na segunda fase da operação “Compliance Zero”, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, nega relação com o esquema e suspeita que teve o CPF clonado.
A moradora de Rosário do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (14). A mulher não teve o nome divulgado pela Polícia Federal e prefere não se identificar.
Nessa fase da operação, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros parentes dele, como o pai e a irmã, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
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O DE entrou em contato com a Polícia Federal, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento da instituição.
Segundo o advogado da mulher, o mandado foi cumprido em um imóvel alugado por ela em Santa Maria. A defesa afirma que a empresária não estava no imóvel no momento da diligência e, por isso, registrou um boletim de ocorrência.
Ao chegar à residência, de acordo com o advogado, a mulher encontrou objetos pessoais revirados e um documento que autorizava a busca e apreensão. Ainda segundo o relato, não havia sinais de arrombamento no local.
O advogado não soube dizer se algum objeto foi apreendido ou levado pela Polícia Federal durante o cumprimento do mandado.
O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.
No entanto, a liquidação pelo BC passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção em documentos relativos ao processo. Nesse meio tempo, o BC começou a ser alvo de ataques digitais com o objetivo de desacreditar a sua atuação. A PF apura pagamentos milionários a influenciadores. Diante das fraudes detectadas, a tendência é que o parecer técnico respalde a decisão da autoridade monetária.
O caso Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli. Relator do tema, ele determinou sigilo sobre todo o processo. Uma das primeiras medidas foi a acareação no tribunal no fim do ano passado.
A primeira fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. O dono do Banco Master foi preso quando estava no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Segundo investigadores, ele estava tentando fugir do país em um avião particular para a Europa. Dias depois, ele foi solto pela Justiça.




