Palmeiras x Corinthians: documentos expõem valores e conflitos na base

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Exclusivo: documentos mostram valores e propostas de Palmeiras e Corinthians em briga na base

Entenda a cronologia do desentendimento entre os rivais e que precisou de mediação da Federação Paulista de Futebol; Timão continua excluído do Movimento de Clubes Formadores

Conheça quem é João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras

Depois de Corinthians e Palmeiras apresentarem versões conflitantes sobre as tentativas de negociação no caso que gerou a expulsão do Alvinegro do Movimento de Clubes Formadores, o ge obteve acesso aos documentos que comprovam os valores apresentados por cada clube nas propostas e à cronologia dos fatos.

O atrito existe desde a denúncia do Palmeiras contra o Corinthians pelo aliciamento a um atleta de 14 anos da base alviverde (com nome mantido em sigilo pela reportagem), em janeiro de 2025. O Timão reconhece ter errado na condução do caso.

Os documentos mostram que o Palmeiras, conforme havia alegado, apresentou desde abril de 2025 três ofertas ao rival para resolver o problema. Até que no dia 10 de novembro, um mês depois de enviar sua última proposta e permanecer sem resposta, revogou-a e encerrou qualquer negociação.

Inicialmente, conforme publicou o ge, o Corinthians disse ter apresentado mais de uma resolução, propondo a devolução do garoto ou o pagamento de uma multa de R$ 3 milhões. Esses valores não aparecem nas propostas formalizadas.

Atual executivo das categorias de base do Corinthians, Erasmo Damiani assumiu o cargo no dia 20 de outubro – data posterior a todas as propostas do Palmeiras. Ele recebeu a terceira e última no dia 22 de outubro, por WhatsApp.

Desde que chegou ao Parque São Jorge, o dirigente estabeleceu contatos formais e informais com o Palmeiras, buscou a Federação Paulista de Futebol (FPF) para intermediar uma negociação e agora reclama de intransigência e postura inadequada de João Paulo Sampaio, coordenador da base do Verdão.

Sem resolução no entrave, o Corinthians segue excluído do Movimento de Clubes Formadores. Isso significa que está proibido de disputar torneios não-oficiais das categorias de base, podendo participar somente das competições organizadas pela FPF e pela Confederação Brasileira de Futebol.

O impacto maior é para as categorias menores, como sub-15 e sub-13, em que o Timão fica limitado à disputa do Campeonato Paulista e não consegue oferecer calendário atrativo aos meninos.

Em janeiro do ano passado, chegou a jogar e ser campeão da Copa Votorantim (sub-15), mas 13 times desistiram do torneio exigindo a exclusão do Corinthians.

Além das competições, com a exclusão, outras regras pactuadas entre os clubes do MCF deixam de se aplicar: os times passam a poder, por exemplo, tentar contratar atletas da base alvinegra. É o que tem acontecido agora, com o Palmeiras tirando pelo menos três.

O Movimento dá razão ao Palmeiras na história. Recebeu a denúncia na época, levantou os documentos e diz que, em cumprimento ao regulamento, o Corinthians está penalizado, mas espera que os clubes cheguem a um entendimento para resolver a situação.

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