A Casa Branca divulgou os integrantes do Conselho da Paz, presidido por Donald Trump, responsável por acompanhar a administração tecnocrática da Faixa de Gaza. O grupo inclui o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, o bilionário Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e Robert Gabriel, assessor do presidente. A maioria dos membros são políticos ou empresários. Trump destacou o potencial de Gaza como a ‘riviera do Oriente Médio’, sugerindo investimentos em turismo e imobiliário.
O Conselho da Paz terá autoridade sobre o Comitê Nacional para o Governo de Gaza, liderado por Ali Shaath. Ele supervisionará a reconstrução dos serviços públicos e instituições civis em Gaza. O plano de paz dos EUA, aprovado em novembro com apoio da ONU, prevê a desmilitarização do Hamas. A força de estabilização militar, liderada pelo major-general Jasper Jeffers, será responsável pelo desarmamento do grupo e pela segurança na entrega de suprimentos. O Hamas insiste na entrega de armas somente após a criação de um Estado palestino, questão que Israel contesta.
Além do Conselho da Paz, Trump criou o Conselho Executivo de Gaza, incluindo figuras como Hakan Fidan, ministro turco das Relações Exteriores, e o general egípcio Hassan Rashad. Nickolay Mladenov, búlgaro responsável pelas negociações de desarmamento do Hamas, foi escolhido para mediar entre os conselhos. Israel ainda mantém controle sobre Gaza, limitando a entrada de ajuda humanitária. Desde o início do cessar-fogo, centenas de palestinos morreram em bombardeios israelenses, conforme relatórios do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.




