Polícia prende PM suspeito de envolvimento na execução de lobista na Zona Leste SP

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A DE prendeu PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de SP

A investigação aponta que o rastreador usado para monitorar a vítima foi vendido por um intermediário e entregue a um policial do Baep; o crime ocorreu em novembro de 2025 na Vila Formosa. A DE prendeu PM suspeito de envolvimento na execução de comerciante apontado como lobista na Zona Leste de São Paulo.

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (16) o policial militar Hélio Passos, suspeito de envolvimento na execução do comerciante Luis Francisco Caselli, de 61 anos, assassinado a tiros em novembro, na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o comerciante atuava como lobista de empresas, ou seja, trabalhava para defender os interesses delas, junto ao poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato.

Segundo os investigadores, o policial militar recebeu um rastreador veicular que estava instalado no carro da vítima e que teria sido usado para monitorar seus deslocamentos antes do crime. O policial foi preso em Santo André, no Grande ABC, e levado pela Corregedoria da Polícia Militar ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

Luis Francisco Caselli foi morto por volta das 18h30 do dia 24 de novembro, quando chegava em casa de carro. Ele trabalhava no 6º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), em São Bernardo do Campo, também no Grande ABC. A polícia também prendeu Clévio Queiroz dos Santos, apontado como o homem que vendeu o rastreador utilizado para acompanhar a rotina de Caselli. Em depoimento, Clévio afirmou à polícia que entregou o equipamento ao policial militar Hélio Passos. A partir dessa informação, a Corregedoria da PM e a Polícia Civil pediram a prisão do agente.

A execução de Luis Francisco Caselli foi registrada por câmeras de segurança. Imagens mostram dois homens em uma moto se aproximando do veículo. O garupa desce, saca uma arma e dispara ao menos três vezes à queima-roupa contra a vítima. Após os disparos, o atirador vai até a parte traseira do carro e tenta retirar um objeto, provavelmente o rastreador instalado no veículo. Antes de conseguir retirar o equipamento, o carro ainda se movimenta por alguns metros e colide com outro veículo. Em seguida, os criminosos fogem. Caselli chegou a ser socorrido e levado ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Civil, Luis Francisco Caselli atuava como lobista de empresas no poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato. O Ministério Público Federal relatou que ele chegou a se passar por delegado da Polícia Federal em alguns golpes, contando com a ajuda de policiais. A principal linha de investigação é a de que o comerciante tenha sido alvo de uma execução planejada. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 30º Distrito Policial do Tatuapé, que segue com as investigações para identificar todos os envolvidos no crime.

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