Os médicos em Goiânia retomaram os atendimentos após suspenderem a paralisação decidida em assembleia geral. A interrupção do movimento ocorreu à meia-noite de sexta-feira (16/01), visando abrir o diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e avançar nas negociações. O principal impasse segue no valor dos honorários. A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), Franscine Leão, declarou que a categoria rejeitou a redução de até 35% prevista no edital de chamamento nº 03/2025. Conforme ela, a SMS ainda não garantiu a flexibilização do corte.
A paralisação possibilitou abrir a formalização do diálogo com a gestão municipal e a participação do Ministério Público como mediador. Franscine relatou uma reunião com a SMS na próxima semana e um novo encontro com o MP. O sindicato também conseguiu estender o prazo de rescisão dos credenciamentos, que atingiria todos os contratos em vigor. Apesar das discordâncias, a presidente do Simego ressaltou que a categoria evitou uma paralisação prolongada, considerando o impacto direto na população. Ela afirmou que a prioridade do sindicato sempre foi a negociação, sem desconsiderar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes da rede pública.




