“Calor extremo nas favelas do Rio de Janeiro: impactos e soluções sustentáveis”

22calor-extremo-nas-favelas-do-rio-de-janeiro3A-impactos-e-solucoes-sustentaveis22

No cenário urbano do Rio de Janeiro, as altas temperaturas impactam de forma desigual a população, especialmente nas favelas. Conhecido como “arquipélago de calor”, o Complexo do Alemão enfrentou um recorde de 42,2°C, superando as medições de outras regiões da cidade. Especialistas apontam que a falta de áreas verdes e investimento público contribuem para a formação de ilhas de calor dentro das comunidades, tornando-as mais vulneráveis nos períodos de calor extremo.

Pesquisas realizadas indicam que moradores das favelas do Rio de Janeiro podem sentir o calor de forma ainda mais intensa, devido à falta de arborização e à impermeabilização do solo. Esses fatores colaboram para a concentração de calor e a ausência de áreas de frescor em determinadas regiões. Além disso, a densidade de edificações e o fluxo intenso de veículos são elementos que favorecem o surgimento das ilhas de calor.

A climatologista Núbia Armond destaca que as ilhas de calor são mais acentuadas em regiões menos favorecidas, como as comunidades e áreas pobres da cidade. A remoção da cobertura vegetal, a impermeabilização do solo e a densidade de construções são alguns dos principais aspectos que contribuem para a intensificação do fenômeno. Em bairros como Penha, Olaria e Madureira, a falta de arborização chega a 0% em alguns pontos, evidenciando a vulnerabilidade dessas localidades.

Para mitigar os efeitos do calor extremo nas favelas, especialistas apontam a necessidade de aumentar a cobertura vegetal, promover áreas de lazer verde e investir em infraestrutura urbana adequada. A implementação de telhados verdes, materiais que absorvam menos calor e a circulação de vento fresco são estratégias importantes para reduzir a temperatura do ar e melhorar o bem-estar da população.

É fundamental o diálogo com a comunidade e a identificação das necessidades dos moradores para construir soluções eficazes e sustentáveis a longo prazo. Medidas como ampliar a cobertura vegetal, controlar novas construções e fortalecer o transporte coletivo são essenciais para enfrentar os desafios causados pelo calor extremo. Além disso, garantir acesso à água limpa e investir em saneamento básico são ações fundamentais para promover a justiça socioambiental e mitigar os impactos da crise climática.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp