Acordo UE-Mercosul celebrado em meio a protestos na Europa

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebraram na sexta-feira, no Rio de Janeiro, o acordo comercial UE-Mercosul, considerando-o um sucesso para o multilateralismo, apesar dos protestos em massa dos agricultores e da possibilidade de contestação no Parlamento Europeu. Ursula von der Leyen enfrenta até mesmo o risco de uma moção de censura devido ao acordo UE-Mercosul.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que este acordo é benéfico para a democracia e o multilateralismo. Segundo ele, a parceria demonstra a força da abertura e do trabalho em conjunto, resultando na prosperidade. O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, presente no Rio, destacou a mensagem de união dos blocos em um contexto global de incertezas geopolíticas. Apesar das turbulências na Europa, os líderes celebraram o sucesso da aliança.
O presidente brasileiro elogiou a parceria, ressaltando a importância dos valores compartilhados entre a UE e o Mercosul, como democracia e respeito aos direitos humanos. Ursula von der Leyen destacou a relação baseada em compromisso democrático e ordem internacional, além de mencionar cooperação estratégica nas ‘matérias-primas críticas’. A líder europeia ressaltou a importância do acordo para a transição digital e ecológica.
Lula desempenhou papel fundamental na concretização do acordo UE-Mercosul, embora não estivesse presente na cerimônia de assinatura, que ocorreu em Asunción, no Paraguai. A ratificação no Parlamento Europeu será decisiva para a efetivação do tratado. A assinatura do acordo ocorre em momento delicado para a América do Sul, em meio às instabilidades políticas na região, como a prisão de Nicolás Maduro. A reunião no Rio e a assinatura do acordo representam um marco para a região.

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