O líder russo, Vladimir Putin, expressou sua solidariedade à Cuba e reforçou o compromisso de Moscou com a defesa da soberania e independência dos países. Durante a cerimônia de apresentação das credenciais de novos embaixadores estrangeiros no Kremlin, Putin destacou os laços históricos e amistosos entre a Rússia e Cuba. A agência Prensa Latina divulgou a declaração feita no Salão Alexander Nevsky do Grande Palácio do Kremlin, onde o embaixador cubano, Enrique Orta, apresentou suas credenciais juntamente com outros representantes diplomáticos.
Putin ressaltou a importância da relação sólida e amistosa entre a Rússia e Cuba, reafirmando o apoio contínuo à ilha. Ele enfatizou o compromisso de prestar auxílio aos amigos cubanos e demonstrou solidariedade diante da determinação de Cuba em defender sua soberania e independência. A cerimônia também contou com a participação de chefes de missões diplomáticas de países latino-americanos como Brasil, Colômbia, Peru e Uruguai, destacando a natureza multilateral do encontro no Kremlin.
Ao abordar questões de segurança internacional, Putin criticou abordagens unilaterais que privilegiam interesses de alguns países em detrimento de outros. Ele enfatizou que a segurança deve ser equitativa e abrangente, conforme estabelecido em documentos internacionais essenciais. O presidente russo se mostrou aberto ao diálogo e cooperação com a comunidade internacional, ressaltando a disposição de manter relações benéficas com parceiros interessados.
Putin também destacou o apoio da Rússia ao fortalecimento do sistema das Nações Unidas, mencionando a importância da organização na promoção da paz e segurança globais. Ele enfatizou a necessidade de respeitar as normas e princípios fundamentais das relações internacionais consagrados na Carta das Nações Unidas. Além disso, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Moscou criticou a retórica agressiva de Donald Trump contra Cuba, defendendo a resolução de disputas por meios políticos e diplomáticos.
Maria Zakharova expressou preocupação com a escalada da retórica agressiva na região latino-americana e caribenha, enfatizando a necessidade de pragmatismo e bom senso para solucionar conflitos. Ela destacou a importância de evitar a linguagem de chantagem e ameaças, especialmente em relação à República de Cuba, que enfrenta sanções ilegítimas há décadas. Zakharova reforçou a posição de Moscou em seguir de perto a situação na região e apoiar a busca por soluções pacíficas e diplomáticas.




