Campinas lidera vendas de veículos eletrificados no interior em 2025

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Primeira do interior do Brasil, Campinas registra média de 12 veículos eletrificados emplacados por dia em 2025

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), cidade registrou 4.424 unidades vendidas entre janeiro e dezembro, o maior volume para um ano desde o início da série histórica.

1 de 2 Carro elétrico — Foto: João Pantoja/Rede Amazônica

Carro elétrico — Foto: João Pantoja/Rede Amazônica

Primeira cidade do interior do Brasil na venda de veículos eletrificados, Campinas (SP) registrou, em média, 12 emplacamentos por dia em 2025. Ao todo, foram 4.424 unidades, o que representa alta de 26,3% em relação ao ano anterior (3.502).

O volume de emplacamentos é o maior para um ano desde o início da série histórica, em 2022, segundo números da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

* 2025: 4.424
* 2024: 3.502
* 2023: 2.042
* 2022: 667

Em novembro, a metrópole do interior paulista já havia superado a marca de 10 mil unidades vendidas desde 2022.

Os dados consideram como veículos eletrificados todas as tecnologias disponíveis no mercado brasileiro com algum grau significativo de eletrificação: os 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos puros (HEV), híbridos a gasolina/álcool (HEV Flex), e micro-híbridos e mild hybrid (MHEV).

ENTRE AS CAPITAIS

Os dados consolidados colocam Campinas, com 1,1 milhão de habitantes, como a primeira a não ser uma capital em números de emplacamentos de veículos eletrificados. Foram 10.635 entre 2022 e 2025.

A primeira colocada do ranking é São Paulo (SP), com 81.415 unidades, seguida por Brasília (DF), com 49,7 mil.

Veja o ranking das 10 maiores:

1. São Paulo (SP): 81.415
2. Brasília (DF): 49.759
3. Belo Horizonte (MG): 31.782
4. Rio de Janeiro (RJ): 26.086
5. Curitiba (PR): 19.241
6. Salvador (BA): 11.307
7. Porto Alegre (RS): 10.913
8. Campinas (SP): 10.635
9. Goiânia (GO): 10.599
10. Recife (PE): 9.568

Mercado em Expansão

Ao DE, Thiago Sugahara, vice-presidente da ABVE, pontuou que a queda no tíquete médio do veículo eletrificado, que era de R$ 250 mil há cinco anos, para modelos de entrada próximo a R$ 100 mil, tem aproximado os modelos do consumidor.

Mas ele defende que não é apenas a questão financeira que explica o aumento no interesse e nas vendas.

“Ele não ficou apenas mais acessível, mas também a autonomia desses carros que há cinco, oito anos atrás eram em média de 150, 200 quilômetros, aumentou para 200, 300, até 400 quilômetros. Ou seja, a gente tem visto uma maior oferta de veículos com maior autonomia e com menor custo, tornando a tecnologia cada vez mais acessível”, destaca.

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